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quinta, 10 agosto 2017 08:28

TEAHUPOO: A ORIGEM DO NOME

Fica a conhecer um pouco mais da história do spot que serve de palco à sétima etapa do World Tour… 

 

O Billabong Pro Tahiti, a sétima etapa do World Championship Tour da WSL, aproxima-se a passos largos e tem lugar entre 11 e 22 de agosto. Ano após ano, a etapa é uma das que gera mais falatório entre a comunidade de surfistas, pois apresenta, quase sempre, ondas incríveis que só parecem estar ao alcance dos deuses. 

 

Teahupoo é o nome mais convencional do spot, aquele por que é conhecido a uma escala internacional, mas que, na verdade, não é o mais correto. 

 

Primeiro que tudo pronuncia-se: Te-a-hu-po-o. Depois, já muito foi dito sobre a origem do seu nome, que significa “Fim da Estrada” (End of the Road), "Respeito ao Rei” (Respect for the King), “Respeito à Cabeça” (Respect to the Head) ou até “Lugar de Crânios”, entre muitas outras coisas. 

 

Na verdade, “Po’o” significa “cabeça”. Já “Teahai” prende-se com o ato de “rapar” ou com algo muito semelhante a isso. Portanto, “Teahupoo" significa algo parecido a “cabeça rapada” ou “cabeça raspada”. 

 

Tendo em consideração que é precisamente isso que já aconteceu com vários surfistas, ou seja, saírem da água não só com as cabeças “raspadas” mas também com os seus corpos, facilmente podemos assumir que esse é o nome mais apropriado. 

 

“Teahupoo significa algo parecido a cabeça rapada ou cabeça raspada"

 

No entanto, os locais não pensam da mesma forma. De acordo com a história da Polinésia Francesa, Teahupoo é na realidade o nome do sítio, mas não o nome da onda (spot). O nome do recife por onde passam as águas da montanha é “Havae”. Já o nome do spot, a fantástica onda que vemos em fotos de revistas, em sites e nos vídeos de surf, é “Pererure”. E, tal como todos os outros emblemáticos picos de surf, também tem a sua própria lenda. 

 

Diz-se que o primeiro surfista a surfar em Pererure (para nós, Teahupoo) foi na verdade uma rapariga. Tratava-se de uma taitiana muito bonita e corajosa cujo nome era “Vehiatua” (em polinésio, “Culto de Deus”). 

 

Vehiatua conseguiu surfar e controlar a potência das incríveis e ao mesmo tempo perigosas ondas de Pererure com elevada graça. E porque aquele lugar era tão perigoso acabou por lhe dar o nome de “Pererure”. 

 

Quem não gostou da sua habilidade foi o chefe da aldeia de Teahupoo que, num ato de pura inveja, matou a jovem na esperança de absorver todo o talento que demonstrara na arte de correr as ondas de Pererure. 

 

Ele tentou muitas vezes, mas nunca foi capaz de surfar as ondas de Pererure. Quando o crime foi descoberto, o melhor amigo de Vehiatua acabou por fazer justiça com as próprias mãos, matando o chefe da aldeia. 

 

É esta a lenda que Teahupoo guarda, ou se agora preferirem... Pererure. Portanto, da próxima vez que assistirem ao Billabong Pro Tahiti, não se esqueçam de esclarecer os vossos amigos sobre o verdadeiro significado do pico. Eles vão, seguramente, agradecer tão valiosa lição de história. 

 

Maururu!!!

 

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