Os surfistas locais estão empenhados em preservar o desporto, não só pela qualidade de vida dos residentes nos municípios vizinhos, mas também para os muitos turistas que visitam o Alentejo.
Como anteriormente anunciado, a associação SOS - Salvem o Surf esteve, no passado fim-de-semana, na região de Sines com o intuito de esclarecer surfistas e comunidade local sobre os impactes da obra de extensão do molhe do Porto de Sines em São Torpes.
A acção SOS-Salvem o Surf já se tinha iniciado há umas semanas atrás quando a Administração do Porto de Sines (APS) acordou uma cordial reunião com a SOS. Uma reunião que se revelou bastante importante para o surf, pois devido a uma lacuna legal, os impactes no surf não são estudados, por regra, nas obras costeiras, e a SOS tem tentado salientar, obra a obra, a importância dos impactes no surf.
Assim, o passado fim-de-semana ficou marcado pela adesão da comunidade surfista local à causa da SOS - Salvem o Surf. Cerca de uma centena de surfistas participou directamente no logótipo humano “SOS” e na conferência “SOS – SãoTorpes”.
Em parceria ambiental com o Circuito Regional de Surf do Alentejo organizado pelo Sines Surf Clube, a SOS aproveitou a presença de muitos surfistas e banhistas na praia dos Aivados para – durante o dia de sábado – sensibilizar a comunidade local para a causa da SOS-Salvem o Surf, incluindo uma tenda onde os voluntários da SOS facultaram esclarecimentos e documentos, e angariaram donativos.
Pelas 19h30, realizou-se no Centro de Artes de Sines a conferência “SOS–São Torpes”. A conferência foi aberta por André Teixeira, presidente da Associação de Surf do Alentejo. O segundo orador foi Sérgio Santos, Presidente do Sines Surf clube. Em seguida o professor do IST e presidente da SOS, Pedro Bicudo explicou quais os impactes do prolongamento do molhe na Praia de São Torpes. As alterações das condições para a prática do surf, afectando algumas das melhores ondas da região alentejana, bem como a alteração do extenso areal da praia de São Torpes são os principais impactes expectáveis. Por fim, houve um debate público, muito participado, sobre o futuro do surf no município de Sines.
No dia seguinte a SOS voltou a estar presente no Circuito Regional de Surf do Alentejo, desta vez na praia do L-Point. O bom tempo, as excelentes ondas, e a realização das finais do campeonato regional de surf e bodyboard atraíram centenas de pessoas à praia. Para finalizar a acção da SOS – Salvem o Surf foi elaborado na água, com surfistas e bodyboarders, o logótipo humano gigante “SOS” que contou com a participação de quase uma centena de surfistas.
Durante o evento “SOS – São Torpes” foram dados os primeiros passos para a criação de um núcleo regional da SOS – Salvem o Surf. Os surfistas alentejanos estão empenhados em preservar as praias da região e apoiar estudos e projectos que possam desenvolver o surf, tendo sempre em conta o grande pólo industrial e o porto estratégico de Sines, de modo a que estes sejam compatíveis com um surf ao mais alto nível.
Leça da Palmeira
Aveiro