Hoje em dia, existem dois tipos de surfistas profissionais, os que entram em competições e aqueles que se dedicam apenas ao freesurf. Será um engano pensar que a vida de um freesurfer é muito mais fácil do que daquele que compete, pelo facto deste não ter de apresentar resultados nas competições. Mas o que leva uma marca a patrocinar um freesurfer? E como é que um freesurfer dá retorno à marca que o apoia? E como planeia um freesurfer um ano de trabalho? A SurfTotal esteve à conversa com o Tomás Valente, freesurfer da Linha de Cascais, para encontrar respostas a estas e outras questões relacionadas com o tema.
SurfTotal: O que é ser freesurfer?
Tomás Valente: É ser feliz! Ahahah
SurfTotal: O que te motiva a tal?
Tomás Valente: Ter a possibilidade de apanhar boas ondas sempre que queremos, e fazer o que quisermos numa onda, sem restrições.
SurfTotal: Qual o verdadeiro perfil de um freesurfer?
Tomás Valente: Simplesmente gostar de surfar e transmitir o mesmo aos outros.
SurfTotal: Quais as marcas que apoiam actualmente?
Tomás Valente: Tenho patrocínio da Analog, DC shoes, Electric, Superbrand, Eastpak, e apoio da Creatures e Surfisio. Tenho um ordenado e um budget para fazer viagens.
SurfTotal: Como defines os teus objectivos e os coordenas com as marcas que representas?
Tomás Valente: Tenho liberdade absoluta, mas procuro sempre dar o máximo retorno aos meus patrocinadores, tentando aparecer no máximo de revistas possíveis e em vídeos. E também tenho alguns projectos que vou apresentando ao longo do ano.
SurfTotal: Como é que recebes feedback dos teus patrocinadores em relação ás tuas prestações como surfista?
Tomás Valente: Vou falando praticamente todas a semanas com os meus patrocinadores, por telemóvel e email. Vou dando sugestões aos meus patrocinadores sobre projectos e viagens que queira fazer. Normalmente estão todos em cima dos acontecimentos, tanto a nível das revistas e dos vídeos que vão sendo lançados. Falo também com eles numa forma de tentar inovar ao máximo, para dar o máximo de retorno e de aumentar também o meu valor como surfista.
SurfTotal: No ano passado tiveste um convite para uma competição, como surgiu esse convite e como te sentiste?
Tomás Valente: Fui convidado para o campeonato Nike Cash for Tricks e para outro de aéreos em Portugal. Apesar de nao gostar de fazer campeonatos, gosto muito do conceito do Cash for Tricks, surfar livremente e receber dinheiro por fazer uma determinada manobra. Fiquei muito contente por ser convidado e surfar com os melhores surfistas da Europa neste tipo de campeonatos.
SurfTotal: Este ano mudaste de patrocinador principal, queres falar um pouco desta nova parceria com a Analog.
Tomás Valente: Fiquei muito contente quando soube que ia fazer parte da equipa da Analog. É uma marca, onde me sinto muito bem enquadrado, e que deixa os seus atletas seguirem um percurso livre, sem pressões nenhumas!
Tenho alguns projectos em mente, que serão revelados ao longo do ano! Desde já um muito obrigado à empresa que tem a Analog, Marteleira lda e ao Marcos Anastácio, que acreditaram no meu potencial mesmo neste tempo de difícil crise.
SurfTotal: Achas que em Portugal as marcas apoiam os freesurfers tal como fazem àqueles que competem?
Tomás Valente: Em Portugal se tiveres uma grande imagem, acho que sim. Mas temos de ser realistas, hoje em dia se quiseres ter um budget considerável tens que ter uma exposição mediática fora de Portugal, tanto ao nível de freesurf ou de campeonatos.
SurfTotal: Queres deixar uma mensagem a todos aqueles que querem tentar patrocínios para de dedicarem a esta vertente do surf?
Tomás Valente: Façam surf, e acima de tudo divirtam-se. O trabalho e dedicação ao mar depois irá trazer os seus frutos.
Leça da Palmeira
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