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JOHN JOHN FLORENCE EM ENTREVISTA

Terça, 22 Maio 2012
John John Florence John John Florence ASP

O surfista havaiano venceu pela primeira vez uma etapa do ASP World Tour, fica a saber como tudo aconteceu.

 

A terceira etapa do ASP World Tour aconteceu no Rio de Janeiro e foi recheada de surpresas. John John de apenas 19 anos venceu deixando para trás na final Joel Parkinson, Josh Kerr e Julian Wilson. Florence que desde muito cedo foi apontado como a maior esperança do surf mundial confirma desta forma as expectativas lançadas sobre si.

 

A STAB Mag esteve à conversa com o surfista para saber o que lhe passou pela cabeça durante o evento.

 

Podes descrever como é chegar aos últimos rounds?

JJ Florence: Eu penso cuidadosamente em cada heat. É autenticamente um passo-a-passo. Não me senti minimamente no controlo em nenhum dos meus últimos heats. No World Tour, cada heat que tens é o mais assustador de sempre. Eu apenas fui para lá não o encarando como um heat e resultou. Fazemos freesurf mas com uma estratégia de heat também.

 

No último dia de competição, resolveste os heats nos primeiros 10 minutos...

JJ Florence: Os meus últimos três heats foram muito parecidos. Fui para lá com um plano como nunca tinha ido. Normalmente eu vou para lá e tenho como objectivo apanhar duas ondas boas em 30 minutos. Desta vez eu queria apanhar uma boa no início e depois fazer um backup bom o mais rápido possível. É ir construindo o heat com o tempo. Mas ás vezes tentamos fazer isso e não apanhamos ondas nos outros 15 minutos. Venci estes três heats logo no início mas nos outros rounds venci nos últimos minutos. Tudo depende.

 

Fala-nos acerca daquela aéreo com rotação completa na final.

JJ Florence: No Havai temos vento que sopra de oeste durante todo o dia e estamos sempre a tentar fazer aéreos. As ondas no campeonato estavam muito parecidas com Ehukai, um beachbreak em frente a minha casa. Só queria uma secção para voar. Neste tipo de aéreos tu controlas tudo e observas todo o caminho. Torces a tua cabeça e o teu corpo vem atrás. É o mesmo movimento dos aéreos de backside ou alleyoops. Mais facilmente fazia um aéreo de backside num heat do que um de frontside. Tens mais controlo e consegues ver onde vais aterrar e é muito melhor do que ir completamente às escuras como de frontside.

 

E por isso estás mais confortável em esquerdas?

JJ Florence: Nem pensar. Adoro esquerdas e direitas. Tenho fases.

 

Normalmente os rookies tinham de se habituar a tudo e demoravam, mas tu e o Medina parece que não precisam disso!

JJ Florence: Eu, o Gabriel, o Kolohe, o Pupo, desde sempre que observamos os Danes, Jordys e Kellys. E aprendemos muito. E hoje em dia também se começa a fazer WQS muito mais cedo. É olhar para eles no tour e tentar fazer o mesmo no WQS. E aí, quando chegar ao World Tour já aprendeste muito. Mas quando cheguei mesmo ao World Tour senti que tinha de aprender tudo de novo... é diferente.

 

A beleza naquilo que fazes é que pareces que não tens regras e reinventas-te.

JJ Florence: Cada heat é com um dos melhores surfistas do mundo, cheio de surpresas.

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