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quarta, 06 março 2019 06:44

JOÃO DANTAS - LONGBOARDER COMEÇA HOJE A AVENTURA NO TOUR MUNDIAL WSL

É já na próxima madrugada que o atual campeão nacional de longboard, João Dantas, começa a sua aventura no Mundial de Longboard em Noosa, Austrália.


O único representante português está confiante e determinado sabendo que vai defrontar os melhores Longboarders do mundo.  Esta 1ª etapa do circuito mundial de longboard decorrerá em Noosa, Queensland, Australia, o Noosa Longboard Open entre os dias 7 e 10 de Março de 2019

Vamos perceber melhor quem é o João Dantas assim como os detalhes sobre este evento e seus objetivos: (Por Kathleen Barrigão)


1.Em primeiro lugar, gostavamos que fizesses uma pequena apresentação pessoal, de como tem sido o teu percurso no longboard a nível nacional e internacional?


Sou o João Dantas, tenho 21 anos, sou de São Pedro do Estoril e foi lá que comecei a surfar quando tinha 7 anos.
Em 2014 surgiu pela primeira vez a categoria de Longboard Sub 18, e foi ai,́ com o apoio da comunidade de longboard de São Pedro do Estoril, os treinos e acompanhamento do João Ferreira e a visão do Surfing Clube de Portugal que começoou a minha“carreira” no longboard.
Fui campeão nacional sub 18 e vice campeão europeu sub 18 em 2014.
Em 2015, com 17 anos deixei os sub18 de lado e fui campeão nacional Open, o mais jovem em Portugal até hoje.
Em 2016 revalidei o título nacional open.
Em 2017 fui Campeão Europeu de Longboard Open, Campeão Europeu por seleções, Portugal sagrou-se Campeão, fiquei em 4° no Festival Internacional de Salinas e em 3° no Boardmasters QS em Inglaterra, onde venci o 11x campeão Europeu e top mundial Ben Skinner, tendo ficado no Top 5 do Ranking do QS Europeu.
Em 2018 conquistei o 3° título nacional. Mas, uma lesão nos joelhos afastou-me um pouco dos eventos seguintes.

2. Vai ser a tua segunda viagem á Austrália. Fala-nos das tuas expectativas para esta prova tendo em conta que o nível de longboard vai ser muito elevado.
O nível vai ser muito alto e vai ser numa das ondas míticas do longboard, em Noosa.
Tive a sorte de estar lá o ano passado e fiquei com uma boa noção de como a onda funciona. Espero fazer o meu melhor Surf e mostrar que Portugal também tem nível no longboard.

3. Quais é que achas que são as diferenças principais entre o surf nacional e o internacional?
Na minha opinião Portugal tem altas ondas e não há como questionar que é um dos melhores destinos de surf da Europa e até do mundo.
No entanto, temos muito trabalho a desenvolver para chegar ao nível de surf que existe lá fora. Estamos num bom caminho e já temos alguns atletas entre os melhores do mundo como no bodyboard, no short board e agora começamos a ter no longboard, também. Mas a falta de cultura e de respeito pelas modalidades fora do “mainstream” que é o short board ainda é muita, temos de nos unir e tornar o Longboard mais visível a atrativo.


4. Conta-nos um pouco de como foi a tua preparação para esta prova de qualificação para o mundial, na Austrália.
Vim de uma lesão que me deixou um pouco abalado. Estou ainda em fase de recuperação e tenho de agradecer a todos aqueles que me têm ajudado. O Vasco da Surfset tem feito um acompanhamento individualizado e especializado que me tem permitido elevar os níveis de confiança e a massa muscular essencial para a recuperação.
Tenho conseguido conciliando o meu trabalho com a preparação física, fora de água e muito trabalho no mar.
Ultimamente tenho voltado a fazer mais short board e sinto que me ajuda bastante. Uma leitura de onda diferente e outro tipo de surf é muito bom para abrir horizontes e termos outra visão das coisas. O mais importante para mim é estar dentro de água, seja de longboard, short board ou de barco.

5. Fala-nos nas diferenças entre os critérios de qualificação o para o circuito mundial de longboard deste ano a comparar com os do ano passado.
Este ano a primeira prova do CT de long tem entrada livre. Ou seja, quem obtiver um bom resultado nesta prova vai bem lançado para obter a qualificação. Noosa nos anteriores apenas te qualificavas pelos QS existentes no teu Continente, no meu caso Europa, e havia apenas 2 vagas para homens.
Este ano, o circuito mundial é constituído por 4 provas (Noosa, Austrália – Pantin, Espanha – Nova York, USA – Taiwan, China) Só os melhores estarão presentes na última etapa que irá definir o novo Campeão Mundial. Este novo critério vem mudar um pouco o jogo, na minha opinião, para melhor!
Por agora, sou o único português no circuito e tudo farei para representar bem a nossa nação.


6. Para além de um bom resultado quais são os objetivos que tens para esta viagem?
Aprender com os melhores, evoluir o meu surf, conhecer novas pessoas e culturas e acima de tudo divertir-me e aproveitar ao máximo!


7. Para além desta prova quais são os teus objetivos a nível nacional e internacional para este ano?
Este ano, tenho como objectivo correr as etapas todas do Nacional e renovar o título, ficar no Top 3 Europeu e qualificar-me para Taiwan.

João Dantas em Noosa com dois amigos. *Selfie

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