Frederico Morais foi apontado quase por unanimidade como o principal acontecimento do ano. Click por Clifton Youmans Frederico Morais foi apontado quase por unanimidade como o principal acontecimento do ano. Click por Clifton Youmans

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sexta, 29 dezembro 2017 20:01

PERSONALIDADES DO MUNDO DO SURF APONTAM OS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS EM 2017

Acontecimentos principais em 2017 na competição e industria nacional e internacional abordados por figuras incontornáveis do surf Português...

A prestação de Frederico Morais no ano de estreia no World Tour é o acontecimento do ano para a maioria das personalidades incontornáveis do surf nacional, ouvidas pela SurfTotal. Em destaque esteve também a conquista do título nacional por Vasco Ribeiro, e a participação do surfista da Praia da Poça na etapa do mundial em Peniche. A nível internacional, a revalidação do título de John John Florence é outro dos acontecimentos do ano.

Para fazer uma retroespetiva do ano de 2017, a SurfTotal esteve à conversa com Tiago Pires, ex-surfista da WSL, Nuno Morais, pai de Frederico Morais, António José Correia, ex-presidente da Câmara de Peniche, Hélder Ferreira, responsável da Volcom, Nuno Amado, CEO da Surfcloud Lda, José Farinha, diretor da Rip Curl Portugal, Paulo Martins, diretor geral da Despomar, Ricardo Aragão, responsável de marketing da Deeply, Miguel Katzenstein, fundador da Semente Surfboards, José Gregório, ex campeão nacional de surf e Miguel Pedreira, reconhecido comentador e figura do surf nacional.

* Apesar de ter sido pedido às personalidades do mundo do surf apenas nomear os 4 acontecimentos do ano 2017 nas diferentes áreas, houve diversas intervenções que ultrapassaram largamente este nosso pedido. A Surftotal decidiu manter essas intervenções na totalidade.

 

QUAL O ACONTECIMENTO NACIONAL NA ÁREA DO CENÁRIO DE COMPETIÇÃO?:


Tiago Pires, ex-surfista WSL- 
“Vasco Ribeiro, tetracampeão nacional e presença do WCT em Peniche”.

Hélder Ferreira, diretor Volcom Portugal - 
“Não fosse a requalificação fácil do Frederico Morais para o WSL Championship e a brilhante final que fez em Jeffreys Bay e 2017 seria apenas mais um ano como os anteriores. Voltando ao Frederico uma final no primeiro ano de WSL é um facto extraordinário. Não posso deixar de relevar e de dar a mesma importância, no entanto, ao quinto lugar em Trestles, uma onda onde seria menos expectável que atingisse um bom resultado. Seja como for, parece-me que o que o Kikas fez em 2017 é o que distingue, no essencial, este ano dos anteriores. Quanto ao resto, mais do mesmo, continua a consolidação da importância do surf para Portugal, tanto como atividade turística como desporto que cada vez é mais mainstream. Se é bom ou mau, não tenho a certeza, mas é um facto e há que lidar com ele.”

António José Correia, ex-presidente da Câmara de Peniche - “Frederico o Embaixador - o 14º lugar de Frederico Morais e o 4º surfista mais popular na Surfer Poll Awards.”


José Farinha, diretor da Rip Curl Portugal - 
“O excelente trabalho da Federação Portuguesa de Surf e seleções que é fundamental para a formação da nova geração do surf.”

Nuno Amado, CEO da SurfCloud Lda - 
“Portugal ter sido campeão Europeu de surf, Longboard e bodyboard”.

Paulo Martins, diretor geral da Despomar  - “O 1º ano do Kikas no WCT, em que realço a final em Jeffreys Bay e o 14.º lugar atingido no final do primeiro ano do Kikas no Tour!”.

Ricardo Aragão, responsável de marketing da Deeply - “Vasco Ribeiro na etapa do CT em Peniche e o Título de campeão nacional: Depois de um 2016 menos positivo, a aposta da nova equipa que treina o Vasco começou a dar resultados. A performance no CT em Peniche (melhor onda do 1º dia) e o título de campeão nacional são 2 resultados que espelham claramente um Vasco mais focado e mais competitivo. Tenho a certeza que 2018 será bastante promissor para o Vasco.”

Nuno Morais, pai de Frederico Morais - “O desempenho do Frederico Morais no WT principalmente em Bells Beach.

Miguel Katzenstein, fundador da Semente Surfboards - “A prestação do Kikas na World Surf League.”

José Gregório ex campeão nacional de Surf - "A excelente atuação do Kikas na sua estreia no circuito mundial foi sem duvida um dos pontos altos de 2017. O Kikas não só quebrou a barreia da entrada de novos surfistas Portugueses no World Tour como fez um ano histórico. Fez logo uma final e derrotou os grandes nomes do tour sem medo nenhum."

Miguel Pedreira, comentador - 
“As performances dos atletas e seleções nacionais nos palcos internacionais, tendo como pontos altos: 
- Frederico Morais: 14º no CT (a meros 50 pontos do título de rookie do ano, um verdadeiro photofinish!) e 16º no QS. As suas performances em ondas de reais consequências mostraram ao mundo o surf de que é capaz (2º em J-Bay de gala e 3º em Cascais difícil como pontos altos). As suas entrevistas, atitude humilde e educação definiram o que deve ser um atleta de alta competição no mundo muitas vezes “à vontadinha” do surf mundial. O 4º lugar no Surfer Poll Awards foi uma surpresa mas a prova de que o Kikas é visto como um exemplo no mundo inteiro. A sua eleição como atleta do ano pela EuroSima um prémio mais que merecido! 
- Vasco Ribeiro tetracampeão nacional (igualando o recorde de Ruben Gonzalez) e 32º no QS (quartos de final em Ballito e Sunset como pontos altos, ficando a dois heats de se qualificar para o CT), Nicolau Von Rupp 3º nas Filipinas, Carol Henrique bicampeã nacional e campeã europeia WSL (vencedora da etapa de Zarautz e conquistando um título inédito para Portugal!), Teresa Bonvalot bicampeã europeia júnior WSL (venceu Caparica e Espinho), Pedro Henrique 3º em Israel, Camilla Kemp finalista na África do Sul, Afonso Antunes e Mafalda Lopes com resultados surpreendentes para a sua idade, tanto em provas nacionais como internacionais, as performances de Alex Botelho, João Macedo, Hugo Vau, António Silva e Nicolau Von Rupp no circuito mundial de ondas grandes, em geral, mas nas etapas da Nazaré e Puerto Escondido em particular, mostram a saúde do surf nacional e colocam Portugal como referência internacional, depois do pioneirismo de Tiago Pires ter aberto a “porta” do mundo ao surf português. 
- Seleção nacional de surf sagra-se novamente campeã europeia na Noruega e vice-campeã mundial em França, pelo terceiro ano consecutivo, provando o valor do coletivo sobre os talentos individuais. A performance da seleção no Eurosurf foi arrebatadora e a conquista de 4 dos 5 títulos individuais um marco! Parabéns aos campeões da Europa Carol Henrique (duas vezes no mesmo ano!), João Dantas, Teresa Padrela e Daniel Fonseca, bem como ao vice-campeão Tomás Fernandes e ao medalha de bronze Eduardo Fernandes. Portugal viu-se representado pela primeira vez nos mundiais de surf adaptado, nos EUA. Parabéns à Federação e a Nuno Vitorino, pela persistência e pioneirismo. O caminho olímpico, seja ele qual for, está de boa saúde! 
- Joana Schenker sagrou-se campeã mundial de bodyboard, trazendo pela primeira vez para Portugal o título máximo de uma modalidade de desportos de ondas! UAU! Parabéns à Joana e também a António Cardoso, que venceu a etapa nazarena do circuito mundial masculino da modalidade, e a Dino Carmo, que foi finalista na etapa brasileira. Também o bodyboard nacional está muito bom e recomenda-se!

*A prestação de Frederico Morais na elite do surf mundial da WSL,  considerado como o grande acontecimento nacional na Área da Competição.

QUAL O ACONTECIMENTO NACIONAL NA ÁREA DA INDÚSTRIA?:

 

Tiago Pires, ex-surfista WSL - "Plano de Mudanças da WSL para 2018 e 2019 e ainda Campeonato de Ondas Grandes na Nazaré".

José Gregório ex campeão nacional de Surf - "A Nazaré cada vez mais se afirma como o Everest do surf mundial, é hoje em dia considerada a maior e mais perigosa onda do mundo. O evento da WSL na Nazaré foi um marco histórico. É aqui que tudo se passa hoje em dia, onde são batidos os recordes e onde a consistência de swell é maior do que qualquer outro big wave spot do mundo. Hoje em dia já é a casa de vários big wave riders a nível mundial e será no futuro o ponto de interesse mais conhecido de Portugal."

António José Correia, ex-presidente da Câmara de Peniche - "Festival de cinema Sal Lisboa - por todas as produções nacionais que tem vindo a exibir, trazendo a verdadeira cultura do surf."

Nuno Morais, pai de Frederico Morais - O evento de Peniche que continua a ser um marco das competições do WT com uma organização de excelência.”

Hélder Ferreira, Diretor Volcom Portugal - 
“Continua a (r)evolução iniciada por altura da chamada Grande Recessão. Continua a consolidação do mercado e a cada vez maior importância de grandes players do retalho, tanto online, como a Amazon e outros do género, como no brick & mortar onde o número de empresas retalhistas é cada vez menor e não é um fenómeno exclusivamente português. Isto representa um desafio importante para a indústria, que vai ter que saber adaptar-se num negócio em que, até pela redução do número de intervenientes, sofre um aumento de risco e a diminuição de alternativas. Por outro lado, continua uma espécie de convulsão que envolve as grandes marcas tradicionais e que mostra que o impacto da crise recente ainda não está resolvido no mercado, nem se consegue perceber quando estará. Tudo isto tem consequências que ainda é difícil imaginar, tanto na realização de provas de todos os circuitos, como na sponsorização de surfistas. Se vai mudar para melhor ou pior não sabemos, mas que vai mudar, vai.”

António José Correia, ex-presidente da Câmara de Peniche
“Festival Sal Lisboa - por todas as produções nacionais que tem vindo a exibir, trazendo a verdadeira cultura do surf”

Nuno Amado, CEO da SurfCloud Lda 
“O Frederico Morais ter ficado em 4.ª lugar no Surfer Pool Awards.”

Paulo Martins, diretor geral da Despomar  - “O Kikas em 4º lugar no Surfer Pool! E ainda a abertura da 58 em Matosinhos. E os 30 anos da Despomar!”


Ricardo Aragão, responsável de marketing da Deeply - “Uma nota para a Liga Meo que continua a provar que consegue realizar boas provas de surf e ser uma referência na Europa.”

Miguel Katzenstein, fundador da Semente Surfboards - “O crescimento da VISSLA a nível nacional.

José Farinha, diretor da Rip Curl Portugal
  - “A abertura de novas surf shops no Porto demonstra a confiança na economia do surf bem como toda a economia de serviços a volta das escolas/surfcamps.”

Miguel Pedreira, comentador - Saca: o Filme, de Júlio Adler e Tiago Pires, fez (e vai continuar a fazer!) sucesso em festivais de cinema internacionais e mantém-se “vivo” como documento histórico da carreira de um dos maiores ícones do surf português.”

*Eventos e free surf nas ondas da Praia Norte da Nazaré, um fenómeno que catapultou Portugal além fronteiras, considerado pela maioria como o acontecimento nacional na Área da Industria.
 

QUAL O ACONTECIMENTO INTERNACIONAL NA ÁREA DO CENÁRIO COMPETIÇÃO?: 

 

Tiago Pires, ex-surfista WSL - 
“A final do Kikas em J-Bay.”

José Gregório ex campeão nacional de Surf - Sem duvida que a entrada do surf nos Jogos Olímpicos vai catapultar a nossa modalidade para o main stream como até agora nunca foi. O grande problema do surf como desporto tem sido exatamente este, o grande publico não entende o desporto, nem o seu sistema da avaliação. A WSL tem feito um grande trabalho neste campo, o Big Wave tour tem ganho cada vez mais espaço mediático e os jogos Olímpicos serão o grande detonador para que o surf se torne finalmente mais main stream.

António José Correia, ex-presidente da Câmara de Peniche - “A piscina de ondas de Slater, pela importância que trouxe, é um dos caminhos do futuro do surf, é incontornável e um cenário que permite a melhoria da competição no surf já nos próximos jogos olímpicos de 2024 em França.”

Nuno Amado, CEO da SurfCloud Lda  - 
“O 2.º lugar do Kikas em J-Bay e o 2.º título do John John começando a mostrar uma dominância no circuito.”

José Farinha, diretor da Rip Curl Portuga - 
“O ano bombástico do Frederico Morais na WSL num dos anos mais disputados de sempre com JJ e Medina na luta pelo título com um heat de diferença.”

Ricardo Aragão, responsável de marketing da Deeply - “Uma nota para o desempenho do Kikas que mostrou ser um justo merecedor do lugar onde está.”

Nuno Morais, pai de Frederico Morais - Em termos internacionais a competitividade do WT em (creio) só o Toledo conseguiu duas vitórias. O evento de Peniche que continua a ser um marco das competições do WT com uma organização de excelência.”

Miguel Katzenstein, fundador da Semente Surfboards - A revalidação do título do John John Florence.

Miguel Pedreira, comentador - “John John Florence e Tyler Wright sagram-se bi-campeões mundiais pelo segundo ano consecutivo, mas dividiram o protagonismo deste ano com os seus maiores rivais na disputa pelos títulos. Sally Fitzgibbons, Stephanie Gilmore, Courtney Conlogue e Carissa Moore, nas senhoras, e Julian Wilson, Jordy Smith e sobretudo Gabriel Medina, nos homens, fizeram de tudo para impedirem JJ e Tyler de reconquistarem os seus títulos, o que só dá mérito aos mesmos e antevê disputas ainda mais renhidas em 2018. Filipe Toledo, em J-Bay, redefiniu o surf de alta performance em ondas de “linha”!

*A renovação do Título Mundial de John John Florence considerado como o principal acontecimento a Nível internacional no cenário competitivo

 

QUAL O ACONTECIMENTO INTERNACIONAL NA ÁREA DA INDÚSTRIA?:


Tiago Pires, ex-surfista WSL - 
“Os planos de mudança da WSL para 2018/19 e o campeonato do mundo de ondas grandes na Nazaré.”

José Gregório ex campeão nacional de Surf - A meu ver a entrada fortíssima das piscinas de ondas no panorama do nosso desporto vão mudar para sempre a maneira como o nosso desporto estava limitado em termos de localização e crowd. 2017 foi o ano onde se torno obvio a banalização futura das piscinas de ondas. A prova disso é a vontade da WSL fazer já em 2018 uma prova do world tour numa piscina de ondas.

António José Correia, ex-presidente da Câmara de Peniche  - “Brasil por todos os resultados em 2017 será o país com 11 representantes na elite da WSL e um exemplo para todos, inclusive para Portugal que lhe pode seguir as pisadas.

Nuno Amado, CEO da SurfCloud Lda  - “O facto da Piscina do Kelly ser incluída no circuito mundial e no que isso vai afetar o paradigma do surf de competição para o futuro.”
 
Ricardo Aragão, responsável de marketing da Deeply - “KSwave: Começou a ter grande destaque em 2017 e ainda este ano foi confirmada para o CT de 2018. Uma nova porta no mundo do surf! Podemos imaginar num breve período de tempo o surf à porta de nossas casas especialmente junto a grandes cidades que estão longe do mar. 2018 será um bom teste para 2020.

Nuno Morais, pai de Frederico Morais - “Destaco às alterações que a WSL está a fazer (sejam elas boas ou más, o tempo o dirá), é preciso mudar e louvo a WSL da coragem de mudar e inovar.”

Miguel Katzenstein, fundador da Semente Surfboards - “O crescimento da VISSLA a nível internacional.”

José Farinha, diretor da Rip Curl Portugal
 “A economia do surf cresce em todo o lado as maiores empresas falam de balanço com otimismo e o surf é o motor da economia do turismo em países com boas ondas. O maior desafio desta nova economia passará pela sustentabilidade económica e ambiental. Mais gente significa mais impacto nas zonas costeiras. Surfistas e empresas do ramo terão de assumir papel responsabilidade na proteção do litoral.”

Miguel Pedreira, comentador 
- O campeonato na piscina de ondas de Kelly Slater abriu a caixa de pandora do surf actual! Para o bem e para o mal, com defensores e detractores, vantagens e desvantagens, o “evento surpresa” e experimental que toda a gente sabia que iria acontecer provou que é possível realizar provas de surf em datas e horários pré-marcados (ou seja, televisivamente mais aceitáveis!) e com sistemas de avaliação diferentes. Em 2018 vai fazer parte, oficialmente, do CT… e o surf de competição nunca mais vai ser o mesmo! Mas o surf será sempre o surf! E a sua ligação à natureza um elo inquebrável!”

*A piscina de Ondas de Slater e a sua confirmação no calendário WSL 2018, considerado como o acontecimento na área da Industria Internacional

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