O número 25, pelo segundo ano, pertence ao português Frederico Morais. O número 25, pelo segundo ano, pertence ao português Frederico Morais. Foto: WSL/Cestari

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quarta, 04 abril 2018 09:30

Um World Tour sem o número 1

Fica a conhecer a ordem de numeração das licras da WSL… 

 

Estávamos em março de 2015, no arranque de mais uma temporada, quando a World Surf League aderiu à numeração fixa das licras dos surfistas do World Tour. À semelhança de quase todos os desportos, os atletas passaram a ter um número que se manterá na sua licra de competição ao longo de toda a época - escolhido pelo próprio. 

 

A medida visou aproximar os fãs dos atletas e facilitar a sua identificação, mas é óbvio que também tem implicações ao nível do marketing. Afinal, quem não quer adquirir uma t-shirt com o número do seu surfista preferido?

 

O número 11 de Kelly Slater, por exemplo, não deixa grande margem para dúvidas, pois corresponde ao número de títulos mundiais que este já conquistou. Gabriel Medina, por sua vez, optou pelo número 10. A explicação é simples: O Brasil é um país apaixonado por futebol onde a camisola 10 fica historicamente reservada aos jogadores mais talentosos

 

Outros houve que optaram simplesmente pelo ano do seu nascimento, como Stephanie Gilmore (88), Joel Parkinson (81), Conner O’Leary (93) ou Miguel Pupo (91), embora neste último também se prenda com contornos religiosos. 

 

Adriano de Souza e Tyler Wright não tiveram problemas em escolher o 13 - número muitas vezes associado ao azar. Um dos rookies da presente temporada, Griffin Colapinto, escolheu o número 99, que era usado por Taj Burrow. 

 

Frederico Morais, que sucedeu a Tiago Pires no World Championship Tour, optou pelo número 25, precisamente para assinalar a idade com que se qualificou para o seu primeiro ano “on tour”, enquanto o bicampeão mundial, John John, veste o número 12quiçá por acreditar que um dia vai ultrapassar o número de títulos de Kelly Slater.

 

A ordem de seleção dos números é na realidade bastante simples. Basta escolher… desde que um surfista mais acima no ranking não tenha escolhido o mesmo número. Curiosamente ninguém enverga o número 1, pois a verdade é que este já foi proposto e declinado e também não é qualquer um que tem permissão para o usar. 

 

Para usufruir desse número há que ser detentor da licra amarela (líder do ranking) ou então ser um dois competidores que mais vitórias alcançaram no Tour - por ex., Kelly Slater e Stephanie Peterson, mas esses, como já referimos, escolheram os números 11 e 88. 

 

Será que é esta temporada que veremos o número 1 ser de uma vez escolhido? 

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