A foto que deu azo à polémica. A foto que deu azo à polémica. Foto: WSL/Cestari

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quarta, 11 julho 2018 17:51

Os cheques da discórdia na desigualdade de géneros

Uma premiação que levantou um coro de apupos… 

 

No passado dia 24 de junho, um domingo, a surfista sul-africana Zoe Steyn venceu a categoria feminina da etapa 19 do Circuito Pro Junior da WSL, realizada em Ballito, na África do Sul. Nos rapazes foi o indonésio Rio Waida quem levou a melhor. 

 

Até aqui tudo bem, não fosse a polémica estalar quando as imagens da cerimónia final, com Zoe e Rio a segurarem os troféus e os respetivos cheques da premiação (em cima), começaram a rolar pela internet. Aparentemente, embora ambos tenham saído vencedores das suas categorias, a comunidade apercebeu-se da desigualdade de géneros e não gostou de saber que a jovem Steyn recebeu metade (4000 Rand) do que recebeu Waida (8000 Rand).

 

Ora, segundo a WSL, em resposta à Australian Broadcasting Corporation (ABC), é aplicado o conceito do “prize-money-per-surfer” que diz que deve haver igualdade de pagamento entre os homens e mulheres em competição. Em suma, é aplicado o mesmo rácio entre as categorias. 

 

A diferença verificada deve-se, portanto, ao número de competidores em prova. Neste caso, 36 masculinos e 18 femininos. Will Hayden-Smith, o representante regional da WSL, referiu que “Os homens tiveram o dobro do prémio apenas porque eram o dobro dos competidores”. 

 

Já as provas masculinas do WCT este ano também passaram de 579.000 USD para 607.800 USD, o que na prática se traduz num aumento de 28.800 USD. Já cada etapa do World Tour feminino foi atualizado de 289.500 USD para 303.900 USD. O aumento nas senhoras foi de 14.400 USD. 

 

Também no Championship Tour as senhoras recebem metade do que os homens recebem, devido ao rácio que já mencionámos - a grelha competitiva feminina contempla 18 atletas em cada evento, enquanto a masculina regista 36 participantes. 

 

Entretanto, de forma a colmatar esta situação, a comunidade do surf deu início a um crowdfunding (intitulada de “Equal Pay for girls in sport”) que visa, obviamente, a igualdade e também criar uma consciencialização geral para o tema. Foi iniciado por Lauren Jauncey que não gostou do que viu procura angariar a diferença da verba para que tanto Rio Waida como Zoe Steyn acabem por receber o mesmo. 

 

A ação encontra-se alojada no GoFundMe e pode ser encontrada aqui

 

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