Competição na piscina do Texas aposta em transmissão paga. Competição na piscina do Texas aposta em transmissão paga. Foto: DR

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segunda, 03 setembro 2018 10:40

Está a chegar a hora de pagar para ver bom Surf

Um novo formato volta a questionar o formato de competição… 

 

Não é seguramente o que os fãs do surf gostam de ouvir, mas está a chegar o momento em que há que pagar para ver os melhores surfistas do globo a atuar. A WSL já veio dizer que o “pay-per-view” está fora de questão, para já, mas a verdade é que o cerco parece aumentar, de dia para dia. 

 

Há precisamente uma semana, a Surftotal já tinha dado a conhecer o “Stab High”. Trata-se de uma competição especial empreendida pela equipa da australiana Stab Magazine que vai ter lugar a 22 de setembro na BSR Cable Park, a piscina de ondas artificiais do Texas que é concorrente direta do Surf Ranch de Kelly Slater em Lemoore, cujo evento acontece entre 6 e 9 de setembro.

 

Segundo a organização do Stab High, o evento é de classe mundial, põe 50 mil dólares de prémio em jogo e junta 20 dos melhores surfistas do globo, entre eles, Chippa Wilson, Mason Ho, Albee Layer, Matt Meola, Noa Deane, Harry Bryant e Jay Davies. Obviamente, a entrada no complexo texano é paga - tal como sucede no Surf Ranch Pro - mas o Live Stream (transmissão online) também!

 

O evento, que conta com três rondas competitivas, vai ser pay-per-view e terá transmissão para o mundo inteiro. A ação de surf, segundo se diz, terá todo o seu foco em manobras aéreas e progressivas e a totalidade do programa terá a duração de mais ou menos 5 horas. 

 

“Esta é uma grande decisão para nós enquanto modelo de negócio, mas achámos que era a evolução natural. Estamos empolgados para ver que tipo de tensão conseguimos criar num campeonato de surf, mas também estamos otimistas quanto ao futuro dos média e à vaidade das medidas que rodeiam o conteúdo livre”, disse Sam McIntosh da organização. 

 

Na verdade, há muito que se discute o modelo competitivo atual dos campeonatos de surf, que está algo obsoleto e não vai de encontro às exigências do consumidor. Por um lado, uma janela de espera de 10 dias é demasiado e leva a que os espetadores se dispersem entre um ou outro “lay day". Pouco cativante talvez sejam as palavras certas. 

 

Por outro, as televisões gostariam de transmitir o surf, mas tal como fazem com outras modalidades: i.e., apostando em formatos competitivos mais reduzidos e com horas marcadas. No oceano isso é difícil de conseguir e não traz muitas garantias, sendo mesmo é quase impossível de ser concretizado. No entanto, numa piscina de ondas artificial é perfeitamente “fazível”. 

 

Será este o futuro?

 

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  • Tiago Faria Tiago Faria

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