Imagens como esta, com Jordy a usar um "cap" da Red Bull, poderão ter os dias contados na WSL. Imagens como esta, com Jordy a usar um "cap" da Red Bull, poderão ter os dias contados na WSL. Foto: WSL

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segunda, 15 maio 2017 15:07

Aviso à navegação: marcas que não apoiem a WSL não podem subir ao pódio

Carta enviada a atletas da elite é bem clara... 

 

Esta informação não é de agora, já foi debatida e escrutinada anteriormente (ver aqui), mas, há três dias atrás, a australiana Stab Magazine revelou partes de uma carta confidencial enviada aos surfistas da elite onde se pode ler, precisamente, que marcas que não apoiem a WSL - World Surf League não podem estar presentes nos pódios do World Tour. 

 

Na verdade, o que a WSL fez foi informar os atletas, através de uma carta onde forneceu uma lista sobre os bonés e garrafas/latas de bebidas que podem estar presentes no pódio aquando de uma entrega de prémios. Sem qualquer surpresa, a lista é exclusiva a um grupo de empresas que apoia a organização mundial de surfistas profissionais. 

 

Na malfadada lista constam algumas marcas como a Quiksilver/Roxy, Rip Curl, Billabong, Hurley, Vans, Outerknown, Oi, Moche, Jeep, Michelob Ultra, Corona, AirBnB, Hydroflask e Swatch. 

 

A grande ausente, assim de caras, é a Red Bull que patrocina nove atletas da elite que muito dificilmente não terão uma presença assegurada nas etapas por onde passam os World Tour feminino e masculino: Kolohe Andino, Michel Bourez, Mick Fanning, Jordy Smith, Leo Fioravanti, Kanoa Igarashi, Julian Wilson, Adriano de Souza e Carissa Moore. 

 

Para os patrocinadores a presença no pódio é algo que vale ouro, mas é bom que se diga que, em termos desportivos, a prática que a WSL deseja impor não apresenta nada de novo. As Olimpíadas, por exemplo, também não permitem qualquer “branding” em atletas, a não ser que seja de um patrocinador oficial do evento. 

 

As relações entre a WSL e a Red Bull azedaram, revela a Stab, após negociações falhadas em 2013. Na temporada de 2014 Jordy Smith quase foi multado em 50 mil dólares após usar o seu boné (da Red Bull) na entrega de prémios de Lower Trestles. Nesse mesmo ano, durante o Billabong Rio Pro, os responsáveis da World Surf League também solicitaram a Michel Bourez que não usasse o boné no pódio, mas este gentilmente declinou o pedido. 

 

Embora a WSL deixe claro que poderão haver exceções, mediante um pedido prévio, na carta enviada pode ler-se de forma bem clara que “Usar um boné ou segurar numa garrafa de bebida de marca que não tenha sido aprovada pela WSL é uma violação da secção 5.1(k) do contrato celebrado com os surfistas do CT”. 

 

Se angariar patrocinadores e ser surfista profissional já era difícil, agora está definitivamente ainda mais difícil… mas só para alguns. A Red Bull parece estar interessada em associar-se ao surf via sponsor direto a atletas, como são os casos supra citados. 

 

Não temos uma opinião absolutamente formada se esta será a melhor ou a medida mais indicada para este caso específico, mas percebe-se bem o seu porquê. É que, na verdade a WSL tem contas para pagar, que não se pagam do ar, e pode muito bem viver com quem não lhe dá um chavo

 

Vamos aguardar e ver como correm as coisas no Rio, etapa que poderá terminar, precisamente, amanhã

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