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terça-feira, 17 novembro 2020 11:00

OS DESAFIOS QUE O CT DE 2021 LANÇA AOS ATLETAS

Nestes tempos que vivemos...

Na semana passada a World Surf League anunciou o arranque da temporada de 2021 do Championship Tour (CT).

O tour irá arrancar já no próximo mês de Dezembro com as atletas femininas a competir no Maui Pro, que tem uma janela de 4 a 15 de Dezembro, enquanto os homens irão iniciar a competição na etapa do Billabong Pipe Masters, que tem uma janela de espera de 8 a 20 de Dezembro.

Desde o início do ano, altura em que a pandemia de covid atingiu o globo, a incerteza instalou-se e perante a impossibilidade de realizar o tour de 2020 como previsto a WSL criou um novo formato para o circuito, com um novo calendário de provas.

O novo formato permite aos atletas competir no circuito mundial ainda este ano, mas embora os atletas estejam desejosos de voltar à competição, o novo calendário, associado à conjuntura atual, traz alguns desafios aos surfistas do tour.

Após as duas primeiras etapas do tour os atletas têm um mês de intervalo até à terceira etapa, o Sunset Open, que tem lugar em Oahu, viajando depois para a Califórnia para competir no Santa Cruz Pro.  Enquanto que esta pausa permite aos atletas que não residem no Havai permanecer no estado americano e gozar das ondas durante este período, também trás com ele um grande desafio – passar o final de Dezembro e início do novo ano longe das suas famílias, uma vez que não poderão viajar com uma grande comitiva tal como podiam antes.

Para atletas que estão habituados a fazer o tour acompanhados com a família, como é o caso de Adrian Buchan, que no passado viajou com a esposa Bec e os seus três filhos, este é um fator decisivo, o que levou o surfista australiano a optar por não competir na etapa de Pipeline.

 

 

Adrian Buchan optou por não competir na primeira etapa do tour devido ao desafio que as viagens trazem este ano de 2020.

 

 

“Para mim, pessoalmente, estava numa posição de escolher entre a minha família e a minha carreira ... e tentar encontrar uma maneira de fazer as duas coisas. Então, vou saltar a etapa de Pipe e se as coisas estiverem a correr bem farei Sunset e Santa Cruz. ”- disse Adrian Buchan.

“Para começar, eu iria ficar sentado num hotel de quarentena em Parramatta (Austrália) por duas semanas. Na verdade, eu passaria o Natal sozinho em quarentena, depois teria cinco dias de folga antes de ter que voltar (ao Havai). Ou isso ou são três meses longe de casa. ”

Por causa das condições em constante mudança nas comunidades ao redor do mundo, a flexibilidade será um componente chave da temporada após o Santa Cruz Pro. A WSL anunciou que permanece firme no seu compromisso com a saúde e segurança dos seus surfistas, equipa e fãs, e tomará as suas decisões com base na orientação de especialistas e autoridades.

"Fazer um tour internacional no meio a uma pandemia global não é uma tarefa fácil, mas a dedicação e o trabalho de toda a organização dá-nos a confiança de que podemos executar estas competições com segurança em nome de nossos atletas, funcionários e comunidades locais", disse em comunicado o CEO da WSL, Erik Logan.

Este é realmente um ano atípico e que traz com eles muitos desafios, e as viagens, períodos de quarentena e incerteza são alguns dos que os atletas terão que enfrentar.

 

 

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