ISA oficializa a nova qualificação para LA 2028 e altera caminho olímpico dos surfistas
Novo sistema reduz vagas via CT, reforça peso dos World Surfing Games e aumenta quota por país para três atletas por género...
A qualificação olímpica para o surf em Los Angeles 2028 vai sofrer uma alteração significativa. A International Surfing Association (ISA) anunciou um novo modelo que muda o equilíbrio entre o circuito profissional da WSL Championship Tour (CT) e os eventos da própria ISA, com impacto direto na forma como os atletas vão garantir presença nos Jogos.
A principal novidade é clara: o CT perde peso na atribuição de vagas olímpicas, enquanto os ISA World Surfing Games (WSG) passam a ter um papel ainda mais determinante.
Menos vagas pelo CT e com novo critério temporal
Nos ciclos olímpicos anteriores (Tóquio 2020 e Paris 2024), o CT atribuía:
10 vagas masculinas
8 vagas femininas
com limite de 2 surfistas por país e por género
Para LA 2028, o novo sistema passa a prever:
5 vagas masculinas
5 vagas femininas
com limite de 1 surfista por país e por género via CT
Além disso, a qualificação via CT deixa de depender do ranking final da época anterior e passa a considerar o ranking do CT até 15 de junho de 2028, ou seja, já no próprio ano olímpico. Na prática, isto coloca ainda mais pressão no arranque da temporada e reduz a amostra de provas que contam para a corrida olímpica.
ISA World Surfing Games ganham protagonismo
O novo formato coloca os World Surfing Games de 2028 no centro do caminho olímpico, com:
10 vagas masculinas
10 vagas femininas
também com limite de 1 por país
Isto significa que uma grande fatia do lote olímpico passa a ser decidida no próprio ano dos Jogos, valorizando o momento competitivo dos surfistas e reforçando a relevância dos eventos ISA.
Quota por país sobe para 3 atletas por género
Outra mudança importante é o aumento da quota máxima por país:
de 2 para 3 surfistas por género
No entanto, essa meta torna-se mais difícil de atingir, porque:
CT (2028) tem limite de 1 por país
WSG (2028) tem limite de 1 por país
Ou seja, para um país colocar 3 atletas do mesmo género, terá de conseguir vagas em diferentes vias de qualificação (CT, WSG e eventos continentais/ISA).
Como fica a qualificação para LA 2028 (resumo)
Segundo o modelo divulgado, o sistema (masculino e feminino) inclui:
WSL CT 2028 – Top 5 (máximo 1 por país)
ISA World Surfing Games 2028 – Top 10 (máximo 1 por país)
Vagas continentais
Jogos Asiáticos 2026
Jogos Pan-Americanos 2027
Campeonato Europeu de Surf 2027
ISA WSG 2027 (África e Oceânia, com critérios específicos)
Vagas por ranking de equipas ISA (2026 e 2027)
País anfitrião (EUA)
Vaga de universalidade (para nações em desenvolvimento, com critérios de elegibilidade)
O que muda na prática para o surf mundial
Este novo sistema pode ter consequências importantes:
Aumenta o peso competitivo da ISA
Obriga grandes potências (Brasil, Austrália, EUA, etc.) a apostarem mais nos WSG
Reduz a dependência do CT como principal porta de entrada olímpica
Favorece atletas em melhor forma no ano olímpico, em vez de premiar sobretudo resultados acumulados em anos anteriores
Ao mesmo tempo, poderá tornar os ISA World Surfing Games mais fortes e mais disputados, já que as seleções nacionais passam a ter mais a ganhar nesses eventos.
Calendário olímpico
Os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 decorrem de 14 a 30 de julho de 2028, com a prova de surf prevista para Lower Trestles.





