A 'porta de entrada' para o North Shore A 'porta de entrada' para o North Shore Foto: WSL

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terça-feira, 10 novembro 2015 16:43

HAWAIIAN PRO: A PRIMEIRA JÓIA DA COROA HAVAIANA

Muita coisa em jogo na primeira prova da Triple Crown havaiana, cujo período de espera arranca dia 12, com previsões pouco animadoras.

 

 

Haleiwa vai receber a primeira paragem da Vans Triple Crown of Surfing, o Hawaiian Pro. O evento decorrerá em Alii Beach Park, onde o complicado reef pode proporcionar direitas tubulares, seções manobráveis e poderosos closeouts.

 

A ONDA: Haleiwa é um exigente teste às capacidades de adaptação dos surfistas a diferentes condições no mesmo pico. Desde dois a quatro pés, é uma onda de performance, com os surfistas a preferirem as direitas mais longas, com paredes que permitem encaixar várias manobras. Entre quatro e seis pés a onda pode tornar-se pesada e tubular; Haleiwa aguenta dos seis pés para cima, mas as ondas podem ser demasiado pesadas e castigadoras, rebentando no recife com o nível de água muito baixo - onde pranchas partidas e manobras de conclusão perigosas são frequentes. Melhor com swell de oeste, o conhecimento do lineup é uma das chaves em Haleiwa. Com o aumentar do tamanho do mar, desenvolve-se uma forte corrente que pode levar os competidores a perderem a melhor colocação e a ficarem expostos à ‘zona de impacto’ dos sets.


Michel Bourez em Haleiwa na época passada - Foto: WSL


Vencedores das últimas cinco edições: 
2014 - Dusty Payne, Hawaii
2013 - Michel Bourez, Tahiti
2012 - Sebastian Zietz, Hawaii
2011 - Taj Burrow, Australia
2010 - Joel Parkinson, Australia



AS PREVISÕES:
Pouco animador o cenário para os primeiros dias da prova. A esta distância parece até que a competição poderá desenrolar-se mais para a frente do período de espera, que dura entre 12 e 23 de novembro. O Pacífico Norte está num período de grande acalmia, mas, como sempre, a imprevisibilidade do oceano poderá mudar tudo de um dia para o outro. Nesta fase são de esperar ondas muito pequenas para a primeira metade do período de espera. Forecast oficial, aqui: vanstriplecrownofsurfing.com/hawaiianpro2015/surfline-forecast

 

A LUTA PELA QUALIFICAÇÃO: Depois da vitória de Miguel Pupo no Oi HD São Paulo Open, que lhe garantiu uma vaga no Tour via QS, ainda existem vagas em disputa: pelo menos duas, ou até quatro, consoante a performance de Pupo e Kolohe Andino no Pipe Masters. Os dois surfistas do Tour ainda podem garantir a requalificação via CT e deixar mais duas vagas em aberto no QS. Estimava-se no início da época que a zona de ‘corte’ no QS seria por volta dos 17 mil pontos, mas a verdade é que o Top 8 deste ranking tem mais de 21 mil pontos, com o 9º e o 10º classificados com 19,300 e 18,200 pontos - Connor O’Leary e Ryan Callinan.

 

Na realidade, e considerando que tanto o Hawaiian Pro e o Vans World Cup valem 10 mil pontos para o vencedor, 8 mil para o ‘vice’ e 6500 para o terceiro, teoricamente ainda podemos ver surfistas do top 50 a darem saltos significativos - recordamos o caso de Dusty Payne na época passada, onde parecia arredado de qualquer hipótese e acabou... no Tour, muito por culpa da vitória na etapa que se avizinha. Frederico Morais conseguiu na época passada atingir as meias-finais em Haleiwa. As contas dos portugueses que ainda sonham: Pedro Henrique (34º) tem 11,930 pontos; Vasco Ribeiro (47º) tem 16,100;  Frederico Morais (65º) tem 11,600.

TOP 10 QS

 


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