Surfer Card / Carta de Surfista vai passar a ser obrigatório para entrar na água
O surf mundial prepara-se para entrar numa nova era de regulação...
Nova medida internacional pretende reforçar a segurança no surf e travar a entrada de praticantes sem formação mínima em lineup. Pulseira de identificação será controlada por autoridades oficiais e federações locais.
O surf mundial prepara-se para entrar numa nova era de regulação, com a criação de um Cartão de Surfista que passará a ser obrigatório para todos os praticantes que queiram entrar na água, segundo uma nova diretiva que estará a ser implementada em vários países com forte tradição surfista.
De acordo com a informação apurada, este novo sistema funcionará de forma semelhante a uma carta de condução para o surf, sendo atribuído apenas a surfistas que demonstrem competências mínimas de segurança, conhecimento de regras de prioridade e capacidade para executar manobras básicas numa onda.
A medida surge, alegadamente, como resposta ao aumento de acidentes, conflitos no lineup e situações de risco provocadas por praticantes sem preparação adequada, sobretudo em praias com grande afluência e em destinos onde o surf continua a crescer a ritmo acelerado.
Pulseira ou cartão digital será obrigatório:
O novo modelo prevê a emissão de um cartão físico e digital, complementado por uma pulseira identificativa, que deverá ser usada por todos os surfistas dentro de água e apresentada sempre que solicitada pelas autoridades competentes, escolas certificadas ou entidades de fiscalização costeira.
Segundo a proposta, só poderão obter este cartão os praticantes que passem num exame prático e teórico.
No exame prático, os candidatos terão de mostrar que conseguem:
- remar e posicionar-se corretamente no outside;
- fazer o take-off com controlo;
- executar manobras básicas;
- sair da onda em segurança;
- respeitar a prioridade e evitar colisões.
Já na componente teórica, os surfistas terão de responder a perguntas sobre:
- regras de segurança no mar;
- leitura básica das condições;
- comportamento no lineup;
- etiqueta no surf;
- relação com banhistas e outras atividades náuticas.
Iniciantes só poderão surfar com professor acreditado
Uma das medidas mais polémicas desta nova regulamentação será a obrigatoriedade de os aprendizes só poderem praticar surf acompanhados por um professor acreditado, integrado num clube ou escola reconhecida pela federação local.
Ou seja, quem ainda não tiver o Cartão de Surfista válido não poderá entrar sozinho na água em zonas classificadas como surfáveis, ficando limitado a aulas ou sessões supervisionadas.
A intenção, segundo fontes ligadas ao processo, passa por criar uma progressão mais controlada no acesso ao surf, reduzindo comportamentos de risco e protegendo tanto os iniciantes como os surfistas mais experientes.
Federações locais serão responsáveis pela emissão
O documento será emitido pelas federações nacionais e regionais, que ficarão responsáveis por validar os exames, renovar licenças e classificar os surfistas por níveis.
Em alguns casos, estará mesmo a ser estudada a criação de categorias diferenciadas, com cores distintas na pulseira, permitindo identificar no lineup se o surfista é iniciante, intermédio ou avançado.
A medida poderá entrar em fase piloto já nos próximos meses em várias praias europeias, australianas e sul-americanas, antes de uma eventual implementação mais alargada.
Uma revolução no acesso ao surf?
Se vier mesmo a avançar, este novo sistema promete marcar uma mudança histórica na prática do surf a nível mundial. Para uns, poderá representar um passo importante na profissionalização e segurança da modalidade. Para outros, será visto como uma limitação à liberdade de acesso ao mar e à essência mais espontânea do surf.
Certo é que a criação de uma espécie de “carta de condução do surf” dificilmente deixará a comunidade indiferente.





