Jamie O'Brien a testar a maior prancha do mundo Jamie O'Brien a testar a maior prancha do mundo segunda-feira, 06 abril 2026 08:14

Jamie O’Brien revela: “Já ganhei 40 mil dólares num mês no YouTube”

Jamie O’Brien revela quanto ganha no YouTube e como construiu um império fora da competição

Pipe master explica como transformou o surf num negócio digital — e porque o dinheiro não vem só das visualizações.

O havaiano Jamie O’Brien é hoje um dos casos mais claros de sucesso fora do circuito competitivo, ao transformar a criação de conteúdo num verdadeiro modelo de negócio dentro do surf.

Com mais de 1,3 milhões de subscritores no YouTube, números comparáveis aos da própria World Surf League, O’Brien construiu ao longo dos últimos anos um autêntico ecossistema que vai muito além dos vídeos.

Apesar disso, o próprio desmistifica a ideia de que o dinheiro vem apenas da plataforma.

“Há meses em que o YouTube pode render 40 mil dólares… mas outros em que não chega para pagar a equipa”, explica.


Muito mais do que vídeos

Para O’Brien, o YouTube funciona sobretudo como uma ferramenta de crescimento para outras áreas do seu negócio:

  • Escolas de surf no Havai e Califórnia
  • Marca própria de pranchas soft-top e apparel
  • Parcerias com marcas
  • Podcast com Mason Ho

O surfista revela que tem uma equipa fixa, custos de produção elevados e despesas constantes com viagens — o que torna a monetização direta dos vídeos apenas uma parte da equação.


O algoritmo? “Nunca vais perceber”

Outro ponto interessante é a forma como encara o funcionamento das plataformas digitais.

“O algoritmo é uma besta. Nunca o vais perceber”, admite.

Mesmo com experiência, continua sem conseguir prever que vídeos vão ter melhor performance, reforçando a ideia de que a consistência e adaptação são fundamentais.


Surf profissional está cada vez mais difícil

O’Brien deixa ainda um alerta importante sobre a realidade atual do surf:

“Hoje em dia, talvez três a cinco surfistas ganham mais de um milhão por ano. Há 10 anos eram muitos mais.”

Uma mudança clara no modelo económico da indústria, onde cada vez mais atletas procuram alternativas fora da competição tradicional.


Um novo caminho no surf

Depois de anos a surfar em Pipeline e a seguir um percurso diferente do habitual, O’Brien mostra que é possível construir uma carreira sólida no surf sem depender exclusivamente de resultados competitivos.

“Foi sempre o objetivo: surfar as melhores ondas do mundo e construir algo à volta disso.”

Num momento em que o surf atravessa uma transformação profunda, o exemplo de Jamie O’Brien é já um sinal do que está a acontecer.

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