“Until There Was No More South”: quando a viagem vale tanto como as ondas
Nem sempre o surf é o destino final.
Em “Until There Was No More South”, a história começa como tantas outras — uma surf trip em busca de boas ondas — mas rapidamente se transforma em algo mais profundo.
A jornada arranca em Raglan, na Nova Zelândia, um dos point breaks mais icónicos do mundo. Linhas longas, perfeitas e consistentes, aquele tipo de onda que facilmente prende qualquer surfista durante dias… ou semanas. Mas foi precisamente essa sensação de conforto e repetição que levou o grupo a fazer o oposto do esperado: partir.
De carrinha, seguiram para sul, sem grandes planos, deixando para trás o familiar e avançando para uma Nova Zelândia mais crua e menos previsível. Pelo caminho surgem falésias, cascatas, estradas vazias e paisagens que obrigam a abrandar o ritmo. O surf continua presente, mas deixa de ser o único foco.
O filme capta essa transição de forma simples e autêntica: de uma busca obsessiva por ondas para uma experiência mais completa, onde o silêncio, o isolamento e a descoberta ganham peso.
A ideia é clara — às vezes é preciso sair da zona de conforto para encontrar algo que realmente valha a pena.
Um retrato de viagem, de escolha e de perspetiva. Por vezes, nem sempre se trata de apanhar mais ondas… mas de perceber quando é altura de seguir em frente.
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