Challenger Series 2026 arranca em Ballito com cinco portugueses em prova
Frederico Morais, Guilherme Ribeiro, Teresa Bonvalot, Francisca Veselko e Maria Salgado iniciam na África do Sul a corrida ao Championship Tour de 2027...
O Challenger Series 2026 da World Surf League arranca este domingo na África do Sul, com o Ballito Pro presented by O’Neill, primeira etapa da temporada que vai definir os surfistas qualificados para o Championship Tour de 2027.
A prova decorre em Ballito, na costa de KwaDukuza, entre 12 e 18 de julho, reunindo um campo internacional de 80 homens e 48 mulheres. Em jogo está o primeiro grande passo numa das corridas mais exigentes do surf profissional: a luta pelo acesso à elite mundial.
Portugal estará representado por cinco surfistas: Frederico Morais e Guilherme Ribeiro no quadro masculino, e Teresa Bonvalot, Francisca Veselko e Maria Salgado no feminino.
A primeira chamada está marcada para domingo, 12 de julho, às 6h45 locais, com possível início da competição às 7h15.

Frederico Morais começa no Round of 80
No quadro masculino, Frederico Morais será o primeiro português a entrar em ação. O surfista português compete no Heat 2 do Round of 80, frente a Sean Gunning, Alonso Correa e Vitor Ferreira.
Já Guilherme Ribeiro entra diretamente no Round of 64, onde está colocado no Heat 4. O português terá pela frente Rio Waida, Michael Rodrigues e o segundo classificado do Heat 2 do Round of 80, precisamente a bateria onde estará Frederico Morais.
Ou seja, caso Kikas avance em segundo na sua bateria inaugural, poderá encontrar Guilherme Ribeiro logo na ronda seguinte.
Três portuguesas no quadro feminino
No feminino, Portugal conta com Teresa Bonvalot, Francisca Veselko e Maria Salgado.
Maria Salgado, estreante esta temporada no Challenger Series, começa a sua campanha no Heat 5 do Round of 48, frente a Leilani McGonagle, Isla Huppatz e Lilias Tebbai. A jovem portuguesa chega a Ballito depois de ter competido também no evento QS realizado no mesmo local, onde ficou pela segunda ronda.
Francisca Veselko entra diretamente no Round of 32, no Heat 3, onde vai defrontar Laura Raupp e duas surfistas vindas do Round of 48.
Também Teresa Bonvalot começa no Round of 32, estando colocada no Heat 7, frente a Nadia Erostarbe e duas atletas que chegam da ronda anterior.
Ballito abre pela primeira vez a temporada
Pela primeira vez desde a criação do Challenger Series, o Ballito Pro assume o papel de etapa inaugural do circuito.
A mudança de datas coloca a prova numa janela mais favorável para as ondulações de inverno na costa sul-africana, numa altura em que os bancos de areia de Ballito parecem apresentar boas condições para receber alguns dos melhores surfistas em luta pela qualificação.
A edição deste ano marca também a 57.ª edição do Ballito Pro, uma das competições mais antigas e emblemáticas do surf mundial.
Luke Thompson regressa ao local onde começou a subida
Entre os nomes em destaque está Luke Thompson, surfista sul-africano que venceu o evento em 2025 e usou esse resultado como impulso decisivo para chegar ao Championship Tour de 2026.
Depois de competir nas primeiras seis etapas do CT, Thompson regressa agora a casa para reencontrar a energia de Ballito e tentar relançar a sua temporada.
“Foi muito especial vencer o evento no ano passado, com todo o apoio dos sul-africanos na praia. Foi um momento monumental na minha carreira e estava ansioso por regressar desde então”, afirmou Thompson.
O sul-africano destacou ainda as condições atuais do pico.
“É ótimo começar o Challenger Series aqui. Os bancos estão melhores do que alguma vez vi para a competição, por isso vai ser uma semana divertida.”
Novos talentos entram no Challenger Series
A etapa sul-africana marca também a estreia de vários jovens talentos no Challenger Series.
Entre eles estão os campeões mundiais juniores de 2025, os australianos Dane Henry e Isla Huppatz, que chegam a Ballito para iniciar uma nova fase das suas carreiras competitivas.
Henry já teve oportunidade de competir em Ballito nos eventos JQS e QS realizados esta semana, aproveitando para ganhar ritmo antes da estreia no CS.
“As ondas têm estado muito divertidas. Já surfei Ballito em todas as condições possíveis. Estou muito entusiasmado para começar, as pranchas estão a funcionar bem e o corpo está a aguentar”, afirmou o australiano.
Também Isla Huppatz chega sem grandes expectativas, mas com vontade de ganhar experiência.
“Fiz o QS para sentir a onda. Nunca competi em eventos do Challenger Series, por isso estou entusiasmada para ver como o meu surf se compara. Este ano quero sobretudo ganhar o máximo de experiência possível”, explicou.
Marrocos com presença histórica
A etapa de Ballito terá ainda um momento importante para o surf africano.
Lilias Tebbai, wildcard da prova, será a primeira mulher marroquina a competir no Challenger Series.

“Estou muito orgulhosa por ser a primeira mulher marroquina no CS. Foram muitos anos de trabalho e sacrifícios só para chegar aqui. Estou entusiasmada por começar o meu primeiro Challenger Series e espero que não seja o último”, afirmou Tebbai.
Também de Marrocos chega Teva Bouchgua, que garantiu a qualificação para o Challenger Series depois de vencer o seu primeiro QS em Port Alfred, na África do Sul.
“Estou muito feliz por competir contra todos estes surfistas incríveis. Estamos todos aqui para vencer. Não é uma tarefa fácil, mas vamos lutar até ao último segundo”, disse Bouchgua.
Começa a corrida à elite mundial
O Ballito Pro marca o início oficial da caminhada rumo ao Championship Tour de 2027.
Ao longo da temporada, os melhores classificados do Challenger Series vão lutar pelos lugares disponíveis na elite mundial, num circuito onde cada resultado pode fazer a diferença.
Para os cinco portugueses em prova, Ballito será o primeiro teste numa temporada curta, intensa e decisiva, onde cada heat pode ter impacto direto nas contas da qualificação para o CT.





