Federação Portuguesa de Surf rejeita críticas de Marta Paço
e garante que não houve desinvestimento no parasurfing.
A Federação Portuguesa de Surf, respondeu às questões colocadas pela Surftotal na sequência das declarações exclusivas feitas à Surftotal por Marta Paço, rejeitando que exista um menor acompanhamento do parasurfing. A FPS admite, contudo, que a confirmação da participação portuguesa no Mundial de 2025 foi tardia devido ao impacto orçamental da deslocação. Ficou por esclarecer a questão das despesas médicas adiantadas pela comitiva após a lesão de Camilo Abdula.
A Federação Portuguesa de Surf respondeu às questões colocadas pela Surftotal na sequência das declarações de Marta Paço, que denunciou aquilo que considera ser um “desinvestimento e afastamento” da modalidade desde a entrada em funções da atual direção.
A FPS rejeita essa interpretação e garante que o parasurfing continua entre as suas prioridades.
“Não existe um desinvestimento ou um menor acompanhamento do parasurfing. A modalidade continua a ser uma das prioridades para a atual direção, como tem sido desde o início do nosso mandato”, afirma a Federação.
Segundo a FPS, a perceção de afastamento poderá ter sido agravada por “um lapso na redação de um copy, nas redes sociais”, situação que a Federação lamenta, mas que considera não representar o trabalho realizado com os atletas.
FPS confirma apenas um estágio para as restantes seleções
Marta Paço tinha também chamado a atenção para a redução dos estágios da seleção de parasurfing, recordando que anteriormente eram realizados três por ano, além de uma ação de captação de novos atletas.Questionada pela Surftotal sobre quantos estágios foram realizados durante o atual mandato, a FPS explica que estes são programados com os respetivos treinadores nacionais e reconhece que, à exceção da Seleção Júnior, as restantes seleções realizaram apenas um estágio.
“A única equipa nacional que tem já alguns estágios realizados é a Júnior, tendo todas as outras apenas um estágio”, esclarece a Federação.
A FPS acrescenta que pretende apostar na formação de atletas mais jovens e na sua preparação para o alto rendimento.
Federação admite confirmação tardia para o Mundial
Também relativamente ao Mundial de 2025 existe agora uma confirmação importante por parte da Federação.Marta Paço afirmou à Surftotal que a participação portuguesa e os atletas convocados foram confirmados apenas quatro dias antes da viagem para os Estados Unidos.Sem especificar o número de dias, a FPS reconhece que a confirmação foi tardia, justificando a situação com razões financeiras.
“A confirmação da participação foi tardia devido ao impacto orçamental desta deslocação, tendo em conta o número ainda reduzido de atletas inscritos”, explica.
A Federação defende que a presença de uma seleção completa num Mundial é importante para a visibilidade dos atletas, mas considera que isso “não representa, por si só, um investimento estruturado no parasurfing”.
A estratégia, segundo a FPS, passa agora pela criação de um circuito nacional, integração de Portugal no circuito europeu e aumento do número de praticantes e oportunidades competitivas.
Questão dos 2.500 euros ficou sem resposta
Há, contudo, um dos pontos levantados por Marta Paço que permanece por esclarecer.A Surftotal perguntou diretamente à Federação Portuguesa de Surf sobre o episódio ocorrido no Mundial de 2025, quando Camilo Abdula sofreu uma fratura num osso do pé e, segundo Marta Paço, atletas e treinadores tiveram de adiantar cerca de 2.500 euros do próprio bolso para garantir a assistência médica necessária.Marta Paço esclareceu que esse dinheiro foi posteriormente devolvido pela Federação.
Na resposta enviada à Surftotal, a FPS não esclareceu este ponto, nomeadamente que seguro cobria a seleção portuguesa, por que motivo foi necessário adiantar aquele montante e em que circunstâncias ocorreu posteriormente o reembolso.
A Surftotal mantém-se disponível para publicar esse esclarecimento caso a Federação pretenda complementar a resposta enviada.




