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terça, 22 março 2016 18:05

IMPACTO DAS ONDAS DE PENICHE É SUPERIOR A 10 MILHÕES DE EUROS

 Feitas as contas, eis então o peso do Moche Rip Curl Pro Portugal 2015 na economia local e portuguesa…

 

Foi apresentado no início desta semana, na Fortaleza de Peniche, o estudo do impacto socioeconómico resultante da realização do Moche Rip Curl Pro Portugal 2015, em outubro último, prova que faz parte do World Championship Tour desde 2009.

 

De acordo com a World Surf League (WSL), o número de fãs de surf ao redor do planeta está em crescendo, fixando-se neste momento em 120 milhões de pessoas (número adiantado pela Forbes) e com franca tendência para aumentar. No site da WSL, por exemplo, o número de pageviews duplicou em doze meses, ou seja, passou de 19,4 milhões para 42,9 milhões. Em 2013 era de 12,7 milhões.

 

- Os fãs do surf enchem o areal dos Supertubos para verem os seus surfistas preferidos. Foto: Pedro Mestre/WSL

 

Em geral, os Estados Unidos, a Austrália, o Brasil e a França lideram o ranking das audiências, mas Portugal é um dos países que tem gerado mais tráfego nas transmissões via internet, encontrando-se no quinto lugar. O número de portugueses que assistem às provas do World Tour é imponente: 1,8 milhões.

 

No estudo apresentado, desenvolvido pelo Núcleo de Investigação em Surfing/Surfing Research Unit (NIS) do Grupo de Investigação em Turismo (GITUR), Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), Instituto Politécnico de Leiria (IPL), foram levados em conta quatro pontos principais: a metodologia, a caraterização sociodemográfica, a avaliação do destino de surf e a estimativa do impacto económico.

 

- A qualidade das ondas de Peniche em muito tem contribuído para a visibilidade internacional da região. Foto: Miguel Soares

 

Tendo por base a realização de inquéritos (1103), no local onde decorreu a prova, entre 20 e 30 de outubro de 2015, ficámos a saber que a prova portuguesa gerou lucros na economia que ascendem aos 10 milhões de euros (10.677.342 euros). Segundo o estudo, 100 mil pessoas visitaram Peniche e assistiram à prova ao longo de dez dias e, dos mais de mil inquiridos, 66,4% dos portugueses e 40,3% de estrangeiros já tinham assistido a edições anteriores do evento.

 

A equipa de investigação chegou à conclusão que as despesas diárias, por pessoa, fixaram-se em 77,42 euros, deixando pelo caminho a ressalva que um visitante estrangeiro consumiu, à partida, mais do que um visitante português. O gasto total foi assim de 7,7 milhões de euros que, segundo os números apurados pelo estudo, se pode traduzir em 5,2 milhões por parte de visitantes internacionais e 2,5 milhões por parte de visitantes portugueses.

 

- O cenário típico das etapas do WT em Peniche. Foto: Pedro Mestre/WSL

 

No que ainda diz respeito à economia local, tendo em conta o valor apurado de 10.6 milhões, estima-se que 1,3 milhões de euros sejam lucros indiretos, gerando assim uma receita fiscal de 1,2 milhões de euros.

 

O estudo apresenta um nível de confiança de 95%, provando que a aposta no surf está mais do que ganha. A oferta do surf como turismo e a visibilidade internacional que o evento confere fazem já parte de uma consistência estratégica e estruturada de uma nova realidade para a região oeste.

 

Fixem bem estes números, pois eles só têm tendência a subir.

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