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quinta, 05 julho 2018 09:30

Negócio do Facebook vale 30 milhões para a WSL

São os números da parceria de dois anos… 

 

Bem, vamos por partes. Não é que seja nosso desejo “bater no ceguinho” novamente. Contudo, há que dar a mão à palmatória: a migração dos eventos da WSL para o Facebook é das medidas mais parvas que vimos nos últimos tempos. Foi, está a ser, um autêntico desastre. 

 

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Não admira que a comunidade do surf esteja descontente, que reclame ou que apele ao regresso do antigo modelo que, diga-se a bem da verdade, funcionava às mil maravilhas. Enfim, é preciso algo que nos afaste desse malfadado Facebook e traga de volta os bons velhos tempos. Caso contrário, há cada vez mais pessoas a deixar de assistir… 

 

Em vez de se focar no “core”, o grande objetivo da World Surf League parece ser agora ganhar notoriedade, conseguir “engagement” e passar a ser viral nas redes sociais. O Championship Tour parece ter passado para segundo plano na lista de prioridades e muitos apontam já o dedo a Sophie Goldschmidt, a CEO que se juntou a Mark Zuckerberg e pode muito bem ter lixado o surf profissional. 

 

As redes sociais são um sítio fantástico para lançar uma foto ou vídeo, ficar por dentro das novidades e discutir os temas mais quentes do momento, mas… assistir a uma etapa do CT não faz simplesmente qualquer sentido. É uma medida desprovida de lógica. 

 

VÊ AQUI OS PASSOS PARA ASSISTIR À WSL LIVE

 

No entanto, há uma razão para a WSL ter embarcado na proposta do Facebook. É que a parceria de exclusividade, válida por dois anos, representa uma receita de 30 milhões de dólares* para os cofres da WSL. É uma soma bem avolumada que justifica (ou não, depende da perspetiva) “vender a alma ao Diabo". É por isso perfeitamente legítima a forma encontrada pela WSL para ganhar algum dinheiro e manter a sua estrutura - que é pesada - em funcionamento. 

 

Contudo, os surfistas estão a afastar-se e a WSL está a ser acusada de alienar os fãs com as suas más decisões. Numa última nota, voltando ao campo das redes sociais, a recente impopularidade não é decididamente algo positivo - quer para a associação dos surfistas como para os patrocinadores e parceiros. E nestas coisas da internet já se sabe: as novidades (as boas e as más) voam! 

 

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* Verba revelada pela Tracks Mag que acabou por servir de base a este texto.  

 

 

 

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