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quinta, 27 dezembro 2018 14:10

10 importantes acontecimentos do Surf em 2018

Aqui e ali, os factos que marcaram os 12 meses do ano... 

 

A hora é chegada uma vez que o ano está a terminar. Eis então dez momentos marcantes do surf, nacional e internacionalmente, que tiveram lugar durante o ano de 2018. São apenas personalidades, factos e/ou eventos que de uma forma ou de outra ajudaram a marcar a última temporada do surf. A análise, convém reforçar, é delicada, subjetiva, esteve a cargo da redação Surftotal, e não segue qualquer ordem específica. Boa leitura! 

 

Ano avassalador para o Brasil

Desde 2014, ano em que houve novo render da guarda com a vitória de Gabriel Medina no Championshio Tour, que o domínio canarinho tem vindo a acentuar-se, não só no circuito mundial mas um pouco por todo o lado e no que diz respeito à realidade do Surf em geral. Em 2018, além do segundo título mundial conquistado por Medina, com direito a vitória em Pipe, é também de salientar a Triple Crown que foi para Jessé Mendes e o título mundial Pro Junior que foi para Mateus Herdy. Em 11 provas do WCT realizadas, 9 foram para surfistas brasileiros. Como se isto não bastasse, o Brasil é mesmo a nação que volta a estar mais representada no World Tour do próximo ano. Serão 11 as presenças no masculino, o mesmo número de 2018. Nota de realce também para os recordes mundiais conquistados por Rodrigo Koxa e Maya Gabeira. Ufa... 

 

 

 

A luta pelas medalhas no Eurosurf Júnior 2018

Foi no final de julho, em Santa Cruz, que António Dantas conquistou o título júnior em Longboard no Noah Eurosurf Júnior 2018. Filipa Broeiro, em Bodyboard Feminino, também se sagrou campeã da disciplina de forma irrepreensível. Depois, embora no último dia a seleção portuguesa ainda tivesse 11 atletas em prova e conseguido pôr vários representantes em finais, apenas Mafalda Lopes conseguiria selar um segundo lugar no Surf Feminino. Contra todas as expetativas, avaliando pelo domínio luso ao longo da semana de competição, Portugal terminaria no terceiro posto, atrás das rivais Espanha (2.º) e França (1.º). Ainda assim, ficou comprovado que Portugal tem talento, jovens de muito valor e um planeamento futuro relativamente ao Surf. O trabalho que a Federação Portuguesa de Surf tem vindo a desenvolver é meritório. 

  

 

Surf Ranch - Chegou a nova era do Surf

Estávamos a 9 de setembro quando Gabriel Medina e Carissa Moore levaram a melhor no Surf Ranch Pro, a oitava etapa do Championship Tour da WSL que teve lugar na piscina de ondas artificiais de Lemoore, Califórnia. A prova, que gerou opiniões contrárias e polémicas, acabou por correr às mil maravilhas. Mostrou o que poderá ser o surf no futuro, agrade-se ou não. Observou-se um formato competitivo especial, de acordo com o que se pode vir a ver nos Jogos Olímpicos de 2020, ingresso de admissão pago e os atletas a competirem por ordem de entrada (com hora marcada!). Digam o que disserem os críticos de serviço, não deixa de ser impressionante a onda idealizada e criada por Kelly Slater há uns anos atrás. Falta uns acertos, é verdade, mas está confirmada para 2019. A história do Surf também é feita de cedências, abertura de espírito e vontade de trilhar novo terreno. Está aqui um boa prova.

  

 

Miguel Blanco e Camilla Kemp fazem render da guarda

Esta temporada, na Liga MEO Surf 2018, viu-se um mudar da guarda com os títulos nacionais a irem para Miguel Blanco e Camilla Kemp. Dois campeões diferentes no nacional de surf relativamente à hegemonia dos últimos anos. Uma prova que o surf nacional também está em renovação, o que é sempre de louvar, havendo sete candidatos à vitoria à partida para a derradeira paragem no Guincho, o Bom Petisco Cascais Pro. "Eu tenho imenso respeito pelo trabalho que Frederico Morais, Vasco Ribeiro, Pedro Henrique, Carol Henrique e Teresa Bonvalot desenvolveram para se sagrarem campeões nacionais nos últimos anos. Mas acredito que a renovação é por si só um factor necessário para agitar o status quo desportivo e proporcionar mais qualidade a um grupo que também se alarga em quantidade”, disse Francisco Rodrigues em entrevista à Surftotal. Vamos aguardar e ver o que a Liga nos reserva para 2019. 

 

 

Regresso do WQS a Ribeira

Depois de um hiato de 7 anos, a Qualifying Series regressou a Ribeira d’Ilhas com o EDP Billabong Pro Ericeira, campeonato de graduação máxima (QS10,000), uma das mais importantes etapas do circuito mundial de qualificação da WSL (WQS) e a única de 10 mil pontos a ter lugar na Europa. A praia que recebeu a prova, Ribeira d’Ilhas, é considerada um anfiteatro natural do surf e guarda, obviamente, emblemáticos e inesquecíveis confrontos, vitórias que mudaram vidas, derrotas que nem sempre foram bem digeridas. Acima de tudo, importa dizer que Ribeira sempre assumiu um papel preponderante no surf, não só a nível nacional como também internacional (historial aqui). Quem venceu este ano foi Ryan Callinan, e com a conquista em Ribeira o australiano assegurou a qualificação ao World Tour. 

  

 

Portugal: Centro de conexão do Surf internacional

No início de dezembro, Portugal foi novamente eleito o Melhor Destino Turístico do Mundo. O Surf não será seguramente a única razão para que os World Travel Awards, ou Óscares do Turismo, tivessem atribuído tamanha distinção a Portugal (pelo segundo ano consecutivo), mas teve seguramente a sua quota-parte de responsabilidade. Na verdade, 2018 foi um ano de consolidação onde a Nação das Quinas volta a ser um dos países onde mais investimento tem sido realizado via eventos internacionais, nomeadamente em provas do World Tour, mundial de qualificação, ondas grandes, europeus e até o Masters nos Açores. É por isso que, sem qualquer dúvida, Portugal é atualmente um dos principais “hubs” do surf internacional. 

 

 

Consolidação: 10 anos de WCT em Peniche

Outubro é o mês da excelência do Surf em Portugal, pois é quando tem lugar a etapa do World Championship Tour da WSL. A península de Peniche e as ondas dos Supertubos têm vindo a brindar os visitantes e os fãs do surf, desde 2009, com autênticos dias de praia e boas ondas como só existe em Portugal nesta altura do ano. Portanto, em 2018 celebrou-se a 10.ª edição da prova portuguesa do circuito mundial de surf (historial aqui) que contou com uma estrondosa vitória de Italo Ferreira. Uma boa novidade, divulgada pela WSL, é que no próximo ano a mesma contará com duas categorias. Homens e mulheres vão competir lado a lado nas ondas de Supertubos!

 

  

Bronze e cobre para Portugal no Mundial de Surf Adaptado

Uma seleção verdadeiramente empenhada no Campeonato Mundial de Surf Adaptado 2018, que teve lugar na Califórnia (EUA), levou Marta Paço, atleta invisual de 13 anos, a conquistar a medalha de bronze na categoria feminina AS-VI. Nuno Vitorino também alcançou brilhantemente a final da sua categoria, a open AS-5, trazendo a medalha de cobre para casa. A equipa portuguesa, por só ter três atletas, quedou-se pelo 14.º lugar nesta que foi a sua segunda participação nesta competição, mas a prestação é francamente positiva e augura bons resultados no futuro. Parabéns a todos! E que esta aposta no Surf Adaptado não fique pelo caminho. 

 

 

Francisco Spínola reforça WSL Europa

Sophie Goldschmidt, CEO da World Surf League, desdobrou-se em rasgados elogios a 1 de dezembro de 2018, precisamente quando nomeou Francisco Spínola diretor-geral da WSL EMEA. O historial de parcerias incríveis e a sua contribuição para o surf da elite, levou o português, ex-competidor e apaixonado pelo surf, a ser responsável por três regiões distintas onde irá supervisionar parcerias, estratégia de marketing, eventos e apoiar o desenvolvimento da modalidade. Com a vinda do centro nevrálgico da World Surf League para Lisboa, Portugal passa a ser o centro de decisão de todos os assuntos relacionados com surf na chamada região EMEA, o que inclui toda a Europa, além de África e Médio Oriente.

 

 

Portugueses presentes na final do Nazaré Challenge

O sul-africano Grant “Twiggy” Baker venceu o Nazaré Challenge 2018 - realizado a 16 de novembro. Foi a terceira vez que o campeonato de ondas grandes teve lugar na Praia do Norte, desta vez em condições “clean” de 20 a 30 pés na face das ondas (6 a 8 metros) para gáudio de milhares de pessoas e fãs do surf. Há muito que as imagens das ondas gigantes da Nazaré percorrem o globo e reforçam a ideia de que Portugal é um país que vive e respira surf, INTENSAMENTE, mas igualmente importante é também referir que João de Macedo e Alex Botelho alcançaram a final do evento de forma absolutamente brilhante. Reforçou-se assim, uma vez mais, que Portugal também é um país de apaixonados big wave riders e que a qualificação de Alex Botelho para o mundial de ondas grandes não foi fruto de mero acaso. Obrigado pelo vosso empenho e coragem, rapazes! 

 

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