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segunda, 19 maio 2014 16:01

"O MEIO ACADÉMICO É UM MEIO DESPORTIVO POR EXCELÊNCIA"

Sandro Maximiliano, da Universidade Lusófona, em entrevista sobre o Campeonato Universitário.

 

Terminam esta terça-feira, 20 de maio, as Inscrições para o Campeonato Nacional Universitário 2014. Em jogo estão os títulos nacionais masculino e feminino que serão disputados na praia da Foz do Lizandro, este fim de semana. Para conhecer um pouco melhor prova, a SurfTotal falou com Sandro Maximiliano, representante da Universidade Lusófona, entidade que organiza o evento. Ficámos ainda a saber que outros projetos tem esta instituição na área do surf e fazemos agora, a poucos dias do final da iniciativa, um balanço do Ciclo de Conferências Surf e Performance. "Têm sido um sucesso", garante.

 

Falta muito pouco para o arranque do Nacional Universitário. Quais as vossas expetativas para o evento?

As expetativas são boas, tudo dentro de um espírito saudável, académico e desportivo. Apesar dos poucos recursos, porque continuamos a ser "descartados" das opções de sponsor por parte das marcas que atualmente investem no Surf, mas vamos levantar isto mais um ano, em parte graças ao apoio oficial da Câmara de Mafra.

 

O ano passado foram o Edgar Nozes e a Carolina Guerreiro a levar os títulos individuais. Quem são os atletas que destaca este ano e porquê? 

Destaco esses mesmos, que são os campeões nacionais universitários em título e que já estão inscritos de novo este ano. Para além dos atletas da Lusófona não faço ideia de quem irá participar das restantes universidades, mas todos os anos a partir dos quartos de final o nível é bastante bom e estão sempre presentes vários surfistas que também correm a Liga Pro Surf.

 

Em termos de faculdades inscritas na competição quantas são atualmente? E de que zonas do país?

Varia sempre, mas rondam entre 20 a 30 universidades do país inteiro, desde o Porto ao Algarve. Algumas têm muita tradição em participar em competições do desporto universitário e vêm em carrinhas com vários atletas para as categorias masculino e feminino. Por exemplo, o Porto e o Minho fazem isso e algumas de Lisboa também, como a Universidade Nova, a Faculdade e Motricidade Humana e a Universidade Lusófona.

 

Sente que o surf é um desporto que está a atrair cada vez mais jovens universitários? Por que acha que isso acontece?

O Surf hoje em dia atrai tudo e todos, penso que isto é incontornável já. E o meio académico é também um meio desportivo por excelência, onde o Surf começa a ter uma presença forte em várias universidades. Ao contrário do que algumas pessoas pensam e alguma até escrevem por aí, continua a ser muito interessante para os atletas, mesmo os profissionais ou os que ambicionam carreiras nesse âmbito, participar nos campeonatos universitários, aliás, à semelhança do que acontece em países onde o desporto estão bastante desenvolvido, como por exemplo nos Estados Unidos.

 

 

Durante este fim de semana, o evento vai contar ainda com atividades paralelas. Quais serão?

Haverá uma demonstração de shape feita pelo shaper sul africano Luke Budd, da JOBSITE, também umas degustações de AMAZOO AÇAÍ e uma zona lounge com música e bebida dinamizada por eles. O nosso parceiro de prémios, a SLIDE IN, também estará presente com algumas surpresas. Outras iniciativas pontuais, como por exemplo os gadgets Gyroboard para o treino do equilíbrio e da coordenação nos surfistas, irão estar na praia e interagir com público e atletas.

 

A Lusófona tem realizado também várias conferências. Qual o balanço que faz dessas iniciativas?

Isso dava outra entrevista. Mas tem sido um sucesso, o programa termina no próxima dia 28 de maio e no total foram cerca de 25 convidados, entre surfistas profissionais e diversos agentes do meio. Várias das grandes personalidade do Surf passaram pela universidade durante as seis sessões realizadas e o balanço final é fantástico, pois temos criado condições para debater os vários assuntos do Surf e sempre com especialistas e com gente que está no terreno, não são teóricos. Contudo, acho que a comunidade do Surf em geral não aproveitou isto como poderia e deveria ter aproveitado, pois falamos de sessões de entrada livre e nem sempre a afluência ultrapassou as 40 pessoas no auditório. Conseguir mobilizar as pessoas (treinadores, surfistas e os vários agentes do meio) para passarem uma tarde diferente na universidade, não é tarefa fácil. Penso que existe um desinteresse geral e por vezes até um comodismo para sair da praia umas horas e participar em iniciativas desta natureza.

 

Que outros projetos ligados ao surf têm em mãos?

Para além dos nosso programas curriculares em Surf, integrados na nossa Licenciatura de Educação Física e Desporto, desde os blocos de Iniciação, às cadeiras de Especialização para treinadores, estamos prontos a iniciar uma Pós-Graduação Avançada em Surf e Performance, com diversos especialistas no corpo docente e que para além de desenvolver competências na área, tem como ambição dar equivalência aos graus de treinador da modalidade. Tudo isto é coordenado por mim e está em andamento.

 

Existe uma confusão nos meios relativamente à existência de outros campeonatos universitários. Explique-me como vê esta situação?

A confusão é apenas criada pela forma como se comunicam as iniciativas. Apesar dos regulamentos da Federação Académica do Desporto Universitário ainda permitirem que outros eventos universitários recebam inscrições de atletas provenientes de universidades de todo país, promover o campeonato de Peniche como um evento de âmbito nacional, quando na realidade se trata de uma iniciativa regional, cria alguma confusão para a imprensa e para os próprios atletas. Isto já aconteceu em anos anteriores e aparentemente continua a haver esta tendência. Penso que iniciativas universitárias regionais desta natureza são óptimas, o evento de Peniche é efetivamente um excelente exemplo de pro-actividade entre professores e alunos e de uma escola que está sediada junto ao mar, mas tem que ser comunicado devidamente, para não andarmos a nos atropelar uns aos outros.

 

Patrícia Tadeia

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