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sexta-feira, 17 outubro 2014 10:15

ETIQUETA DO SURF VAI "INVADIR" AS PRAIAS DE NORTE A SUL DO PAÍS

Portugal será o único país, pelo menos na Europa, com uma sinalética comum e coerente ao longo da costa.

 

É mais do que necessário. Há regras que se impõe lembrar e este projeto pode ajudar a evitar muitos incidentes dentro de água. A "Etiqueta do Surf" é uma iniciativa da YA! - Youth Culture Agency, que visa colocar nas praias de Norte a Sul do país a informação necessária para uma correcta conduta dentro de água. O objetivo? Promover a prática segura da modalidade. Esta é uma ação protoculada pelo Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e Direção Geral da Autoridade Marítima (DGAM) - que vão permitir a divulgação da mesma nas praias - e pela Federação Portuguesa de Surf, que define estas mesmas regras. Para já, faltam ainda apoios, mas Luís Nunes da YA! explicou à SurfTotal que "não é uma questão de "se", mas de "quando" vai ser colocada a primeira placa na praia. Fica a conhecer melhor o projeto.

 

Em que consiste este projeto?

Este projeto tem como objetivo divulgar as regras internacionalmente aceites sobre a conduta dentro de água por forma a promover uma prática segura e civilizada do surfing (seja surf, SUP ou bodyboard). Concretamente pretendemos colocar um totem [uma placa] nas principais praias onde se pratica surf, com o mesmo lay-out e o mesmo tipo de informação de Norte a Sul acrescentando no verso do objeto os principais spots da região. A ideia não é original mas na mesma é necessária e seremos o único país, pelo menos na Europa, com uma sinalética comum e coerente ao longo da costa.


Como e quando nasce?

O surf é uma modalidade que continua a crescer em termos de praticantes nacionais e turistas, o crowd é cada vez maior, menos sazonal e já quase igual durante a semana. A mistura entre surfista experiente e iniciados é cada vez mais acentuada e o desconhecimento e/ou falta de (in)formação, por exemplo, passada pelas escolas de surf cria problemas quotidianamente dentro de água. Nasceu assim da necessidade impreterível de informar e catequizar os praticantes de surf, nomeadamente os mais inexperientes, sobre o “código da estrada do surf”, necessidade reconhecida pela DGAM (Direcão Geral da Autoridade Marítima), pelo ISN e FPS que subscrevem este projecto através de um protocolo firmado em 2013.

 

Neste momento apesar do protocolo com o ISN ainda procuram patrocinador... certo?

Correcto, já apresentámos o projecto a cinco marcas que activam significativamente no surf, das quais três mostraram real interesse (ao ponto de duas delas terem dito que iam avançar) mas surge sempre algum contratempo conjuntural de ultima hora. Não é uma questão de “if” é só uma questão de “when”, disso estamos completamente convictos.


Como avalias as atitudes dentro de água? E quais os principais problemas que identificas que são um atentado a essa etiqueta?

Mais uma vez fazendo a analogia com o código da estrada, tratando-se de um desporto praticado por “pessoas” cada uma tem o seu sistema de valores e o seu grau de respeito pelo próximo. Quem anda na água sente os diferentes tipos de postura, das mais agressivas ás mais distraídas… Mas sem duvida que um dos principais problemas reside na falta de preocupação que verificamos por parte das escolas de surf em formar praticantes (já não digo surfistas) para que tenham a noção do perigo que podem constituir para os outros e para eles mesmo.



Queres destacar algumas das regras essenciais dessa etiqueta?

As regras básicas não são muitas, algumas delas são até uma questão de bom senso, no entanto destaco a famosa regra das prioridades, e no caso dos surfistas mais inexperientes, olhar quando apanham uma onda, passar a rebentação fora do pico e entrar em condições condizentes com o seu nível de experiência. Não temos a veleidade de achar que vamos mudar o mundo mas pelo menos ficamos cientes que a informação é disponibilizada deixando ao critério de cada um o seu cumprimento para o bem de todos.


Na maioria dos casos achas que os incidentes são descuido ou têm a ver com as "guerrilhas" muitas vezes dos locais com quem chega de novo?

Há de tudo… como referi anteriormente, temos surfistas que exercem o “síndroma do localismo” de forma bastante exacerbada, outros que aplicam a lei do mais forte, outros a da matilha, outros por pura distracção. Se fizerem uma estatística penso que os “casos” devem ter uma repartição muito semelhante.

 

Patrícia Tadeia

 

 

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