Mark Occhillupo a observar a competição juntamente com o seu amigo Hawaiano Fred Patachia Mark Occhillupo a observar a competição juntamente com o seu amigo Hawaiano Fred Patachia Rui Oliveira/Surftotal

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sexta, 25 outubro 2013 16:16

MARK OCCHILUPO, O REGRESSO A CARCAVELOS

“É bom estar de volta!” Portugal é um lugar especial para mim"

 

Uma lenda viva do surf australiano! Em 1983, com apenas 16 anos, explodiu no panorama do surf mundial ao entrar para o top 16 da ASP, no seu ano de rookie. Desde aqui, a sua carreira não mais parou, acabando por conquistar o título de campeão do mundo em 1999. Com mais de 20 anos a competir deslumbrou duas gerações diferentes de surf, cativando público de várias gerações. Despede-se da competição em 2005, Jay Bay (África do Sul), com a melhor performance de backside a que se assistiu até aos dias de hoje!

 

Neste momento, podemos vê-lo com frequência durante o webcast de algumas etapas do World Tour, inclusive no evento Prime - Cascais Billabong Pro - que está a decorrer esta semana em Portugal, onde a SurfTotal o interpelou para uns minutos de conversa.

 

SurfTotal: Fala-nos de Portugal. O que mais gostas do nosso país? Ondas, comida, cerveja?

Mark Occhilupo: (Risos)Portugal é um dos meus locais preferidos. Já cá venho há algum tempo. É um local muito especial para mim. Consegui aqui um bom resultado, que me proporcionou a qualificação para o World Tour em 1997. Voltei a Carcavelos em 1998 e mais uma vez apanhei boas ondas! Toda a costa portuguesa, desde a Figueira da Foz, Ericeira, entre outros, tem excelentes ondas e pessoas fantásticas. Óptima cultura e paisagens! É bom estar de volta.

 

Sabemos que tens uma boa relação com a comunidade local. Isso é importante para ti? Sim é importante. Em qualquer local do mundo se queres ter uma boa prestação a competir, tens de respeitar a população local e ter uma boa relação com eles. Realmente, os portugueses são muito acolhedores. Adoram surfar contigo, levar-te a passear ou simplesmente beber umas cervejas. Adoro estar aqui, a cerveja Superbock é muito boa, claro que no fim de uma boa sessão de surf! (risos) Portugal agrada-me bastante.

 

Encontras semelhanças entre a cultura portuguesa e australiana? Sem dúvida! Somos parecidos. Assim como nós, vocês também gostam muito de surfar e passar bons momentos, quer seja dentro ou fora de água.

 

Consideras Portugal a Austrália europeia? Claro que sim! Agora com todas estas competições, os eventos Prime, WCT, tudo isso fará com que saiam de Portugal mais e melhores surfistas, à semelhança do que tem acontecido na Austrália ao longo destes anos.

 

As nossas ondas? São boas! Sem dúvida! Existe muita variedade de ondas e uma ondulação consistente. As vezes condições um pouco tempestuosas, mas mesmo assim bastante surfáveis.

A tua opinião em relação ao surf Old School e o New School? Achas que aqueles os poderosos “carves” estão a ser ultrapassados pelos altíssimos aéreos? Acho que o power surfing nunca vai desaparecer, porque é algo fantástico de se fazer e muito agradável para quem está a ver. Os aéreos estão ganhar cada vez mais terreno, mas acho que os “carves” vão estar sempre presentes. Aliás, uma mistura do dois, culminando com tubos, que é para mim a melhor manobra.


Achas que os juízes da ASP estão acompanhar estas mudanças? Sim, acho que sim! Estão adaptar-se muito bem, Recompensando os bons carves, assim como os bons aéreos sempre que necessário. Aéreos altíssimos é difícil de bater, especialmente se forem executados por surfistas como Gabriel Medina, que consegue isso facilmente. Mas, os carves vão estar sempre na cabeça dos juízes!

 

Na altura em que competias no WCT, imaginavas que isto poderia acontecer? Pensava que sim, mas nunca imaginei que chegasse tão longe. Nunca imaginei ser possível executarem os grandes “alley oops” ou “air reverses “ a que assistimos nos dias de hoje. Se nessa altura isso tivesse acontecido teria ficado sem palavras.

 

As recentes mudanças na ASP? Vamos ter muitas mudanças para o próximo ano. Não sei ao certo quais vão ser, ainda não nos disseram nada. Estamos muito curiosos com o que vem aí.

 

O que achas do futuro das principais marcas da industria do surf como patrocinadores de eventos do WCT? Agora as marcas principais não vão ter de organizar os seus eventos, o que é bom para eles, pois continuam na mesma com os direitos sobre o seu nome. É um bom negócio para eles. Acho que a ASP vai controlar tudo a 100%. Vai ser uma grande mudança! Não sei! O surf não gosta de grandes mudanças, poderá ser um pouco estranho mas vamos esperar para ver.

 

E os surfistas vão sair beneficiados? Acho que sim. A ASP já está assegurar a vida profissional de um surfista assim que este deixe de competir. Os prize money podem subir ainda mais, o que será fantástico.

 

E em 2015, quem acreditas vai gerir a ASP? Penso que será a Zosea, a nova empresa. Não sei muito a respeito deles, apenas que gerem a carreira de Kelly Slater. É uma empresa de peso.

 

Uma musica para editar um vídeo de surf aqui em Carcavelos? Talvez uma canção do Bob Marley. Qualquer uma encaixa na perfeição.

 

Uma mensagem para alguém especial? Hum, alguém especial!? Não tenho a certeza! (risos). Aos meus filhos, Jay e Jena, que os amo muito. Em breve estarei com eles e penso que este ano vou levar o meu filho Jay ao Havai.

 

 


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