Marcos Anastácio: "O que começou por brincadeira evoluiu para uma empresa sólida"

Entrevista com Marcos Anastácio, da Angels Surf School.



Na sequência do destaque que temos dado à indústria do surf nacional, bem com aos seus empreendedores, continuamos a 'auscultar' quem está no terreno. Desta feita colocámos algumas questões Marcos Anastácio da Angels Surf School.

 

Como surgiu a ideia de fazeres uma escola?
Surgiu de um convite do concessionário do Angels Bar em 2000 a um grupo de locais,  onde eu estava incluído mais o Bernardo Seabra, Bizuca, Pedro Gonçalves e Vasco Câmara. Sinceramente nunca pensei que fosse dinamizar da forma como está. No fundo a nossa escola teve início numa brincadeira que evoluiu para uma empresa sólida, dinâmica, que garante trabalho a três funcionários o ano todo, e que tem como bandeira: Segurança e qualidade de serviço.

 

Qual a percentagem de estrangeiros na escola?
Os estrangeiros nos últimos três anos têm crescido bastante, acho que acima de tudo devido há nossa localização geográfica.  Ser perto da cidade de Lisboa e, lá está, a qualidade do nosso serviço. Neste momento de acordo com os registos 50% dos nossos cliente são estrangeiros que procuram uma experiência única que é o surf. 

 

Quais os apoios que tens em termos de patrocínios?
Contamos com o apoio incondicional da Sumol e Quiksilver, sem esquecer o Angels Bar que tem sido ao longo destes anos um grande parceiro.

 

A escola só funciona em Carcavelos ou deslocam-se para outras praias?
Acho para responder a essa questão é necessário entender as condições naturais da minha amada praia de Carcavelos, virada a sul, o swell normal de verão não chega da melhor maneira. Assim desta forma, de setembro a 1/2 de junho as aulas são sempre em Carcavelos, e quando as condições são perfeitas em Carcavelos (quantidade de swell), no verão tivemos que reinventar devido às condições. Alunos com menos de 12 anos ficam sempre a surfar em Carcavelos, os de 12 anos para cima, num espírito de verdadeira surf trip, transportamos para as praias ao redor que ofereçam as melhores condições, para evoluir. O transporte é sempre feito por uma empresa com alvará de transporte coletivo de crianças para garantir maior segurança.

 

O que distingue a tua escola das outras?
Eu tento colocar-me no lugar do cliente. O que eu procuro: profissionalismo, qualidade e segurança. E é sobre estas três exigências que coloco todo o nosso foco. Esta equação garante o que eu acho que deve ser o nosso serviço.  


Quantas pessoas trabalham contigo?
Depende, tenho neste momento três residentes durante a semana, ao fim de semana recorro a cerca de mais três ou quatro instrutores tendo em conta o número de alunos. O nosso rácio: um instrutor para três alunos iniciados.

 

Tens novas ideias/ projectos a desenvolver? quais?
Neste momento estou a desenlvolver o projecto Portugal Surf Rentals, um serviço só de aluguer de material de surf/SUP/bodyboard.  Este serviço é pensado para suprimir os elevados preços que as companhias aéreas cobram no transporte das pranchas, o cliente pode escolher de um vasto quiver de pranchas (desde aprendizagem até alta performance) o que mais adapte se ao seu nível, no fundo não quero só alugar material, quero também ser um guia onde posso passar toda a minha experiência de 30 anos de surf. Tenho já há uns anos juntamente com um sócio (Carlos Pinheiro) a Lisbon Surf Tours, que nasce numa lacuna que existia em Lisboa de um serviço em Lisboa, gourmet em qualidade e organização. Neste serviço temos os tours que além de uma aula de surf, tentamos colocar em prática a melhor qualidade que para mim tem o povo português, que é o saber receber os convidados. Tem sido muito gratificante o feedback dos clientes e parceiros além do Lisbon Surf Tour, juntamente com o Carlos Pinheiro, que é um serviço premium para quem visita Lisboa.

 

Por Bernardo Seabra.

 

 

 

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