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terça-feira, 23 fevereiro 2021 11:52

Quando o surf e as causas sociais se unem

3 surfistas, 3 projetos...

O surf é um desporto que tem no seu âmago a conexão.

A arte de surfar conecta-nos com a natureza, com nós próprios, mas também tem o poder de nos conectar com os outros.

A modalidade tem vindo a ser usada como um veículo para ajudar pessoas nas suas próprias jornadas de superação, autoconhecimento e transformação pessoal, como nos mostram estes três surfistas nacionais que através de três diferentes projectos unem o surf às causas sociais.

 

 

 

Zé Ferreira – Wave by Wave

 

 

José Ferreira, vice-campeão nacional da Liga Nacional de Surf em 2016, tem vindo a dedicar-se a um projeto pessoal muito especial , o "Wave by Wave”.

O projecto, criado em 2016, tem vindo a influenciar as vidas de muitos jovens que, através do contacto com o mar e o surf, trabalham a autoconfiança e a persistência.

A dedicação do surfista a esta causa social nasceu na África do Sul quando, no intervalo de uma competição da Qualifying Series, visitou um lar de crianças sem-abrigo e tomou conhecimento de uma realidade bem diferente da sua. Desde aí, o surfista do Guincho viu a sua vida mudar, colocou muita coisa do dia a dia em perspetiva e focou-se no essencial da vida.

Em conjunto com a psicóloga Ema Shaw Evangelista, José Ferreira montou uma intervenção terapêutica baseada no surf que já foi considerada um dos cinco melhores projetos de surf therapy do mundo.

O projecto pretende fazer chegar o surf therapy a todos aqueles que possam beneficiar deste agente de mudança e promoção do bem-estar e saúde mental.

 

 

 

 

 

Francisca  Sequeira – SOMA 

 

 

O SOMA é um projecto português que viu a sua expressão em África.

Criado pelas mãos da surfista portuguesa Francisca Sequeira em outubro de 2020, o SOMA - Surfistas Orgulhosas na Mulher d'África - tem como fim empoderar jovens raparigas em São Tomé através do surf.

O projeto surgiu após uma viagem da surfista de Carcavelos à ilha de São Tomé onde se deparou com o facto de não haver uma única surfista feminina na ilha.

Hoje, através de treinadores que receberam formação pela surfista de ondas grandes Joana Andrade e a campeã portuguesa de surf Mariana Rocha Assis, o projecto permite a 26 raparigas entre os 6 e os 18 anos surfar 2 x por semana encontrando no surf uma forma de se empoderarem.

O Comité Olímpico de São Tomé dá uma gratificação ao instrutor chefe, no entanto o resto da equipe formada por surfistas locais trabalha simplesmente em troca da alegria de dividir as ondas com estas raparigas.

O recém- criado projeto precisa de apoio pelo que podes apoiar esta importante causa aqui.

 

 

 

 

 

Teresa Abraços- Surf Addict

 

 

Teresa Abraços é um exemplo, uma inspiração para todos os surfistas, especialmente aqueles que encaram o surf como algo mais do que apenas surfar. A surfista foi campeã nacional, integrou a seleção nacional de surf durante muitos anos, tendo alcançado alguns resultados relevantes, nomeadamente o título de campeã europeia por seleções.

Após deixar a competição, Teresa Abraços apercebeu-se verdadeiramente que a sua vida teria mais sentido se aliasse a vontade de surfar a algo mais virado para os outros, e nesse momento as suas viagens passaram a ter como objetivo a interação com a população local, nomeadamente levando material escolar e material de surf, incentivando-os a ocuparem o tempo livre de forma saudável e até a arranjarem um modo de vida ligado ao que mais gostam de fazer.

Ajudar os outros através do surf é a sua vocação e Teresa Abraços fá-lo não só através das viagens a África mas também através do surf adaptado.

Para além das viagens a Cabo Verde, Costa do Marfim, São Tomé e Príncipe, Senegal, Gana, Moçambique, entre outros países por onde tem espalhado muitos sorrisos, a surfista é voluntária e também vice-presidente da Associação Portuguesa de Surf Adaptado (SURFaddict).

Esta associação sem fins lucrativos foi criada em 2012 e traz pessoas com deficiência física ou mental às praias, proporcionando-lhes a experiência de deslizar nas ondas, num espírito inclusivo onde todos interagem, suscitando também a questão da acessibilidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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