O sonho é cada vez mais real, não só para Kikas mas também para todos os portugueses. O sonho é cada vez mais real, não só para Kikas mas também para todos os portugueses. Foto: Pedro Mestre/WSL

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segunda, 21 novembro 2016 17:42

DE MÁQUINA CALCULADORA NA MÃO [LITERALMENTE]

Os vários cenários da última prova de fogo de Frederico Morais… 

 

Nesta segunda-feira, 21 de novembro, depois de já termos digerido melhor o segundo lugar (que soube a pouco) de Frederico Morais no QS10000 de Haleiwa, eis que demos por nós de máquina calculadora na mão. Afinal de contas, qual o requisito de Kikas para selar de vez a sua presença no World Tour do próximo ano?

 

Bem, com o 2.º lugar obtido no Hawaiian Pro, o português juntou 8 mil pontos ao ranking e subiu 18 lugares na tabela do circuito mundial de qualificação (Qualifying Series). Está, neste momento, em 10.º lugar, precisamente o último lugar que dá acesso ao World Tour da World Surf League da próxima temporada. 

 

O único problema neste enredo é que falta realizar apenas um QS10000 em Sunset Beach (a Vans World Cup entre 24 de novembro e 6 de dezembro). Já não há, portanto, muita margem para vacilar, e, logo atrás do português, vale sublinhar que estão umas três dezenas de surfistas ávidos por conseguiu o mesmo sonho. Tal como Kikas, também eles estão predispostos a dar o tudo por tudo nesta última prova. 

 

O que é necessário? 

Nos cinco resultados que contam para o score final do ranking, Morais precisa deitar fora 1.100 pontos que são relativos a um 25.º lugar conseguido no Ballito Pro. São vários os cenários possíveis para a derradeira etapa (vulgo prova de fogo), mas eis a análise Surftotal: 

 

- Para melhorar a sua condição atual, Kikas precisa alcançar a ronda de 32 onde poderá recolher entre 2.300 e 2.100 pontos, dependendo se for eliminado em terceiro ou quarto lugar. Mesmo assim, subiria apenas uma posição no ranking; 

- Se avançar um pouco mais e alcançar a ronda seguinte, os quartos de final, onde já só se encontram 16 surfistas em prova, o português pode assegurar entre 3.800 e 3.600 pontos (dependendo se é 3.º ou 4.º na bateria). Isto seria garantia que somaria mais de 18 mil pontos podendo ascender ao oitavo ou até mesmo sétimo lugar do ranking; 

- A última opção é simples. Se Frederico alcançar as meias finais, onde pode juntar entre 5.300 e 5.100 pontos, dependendo se é 3.º ou 4.º, então é quase certo que a sua presença no World Tour do próximo ano estará assegurada. Aí, o português somará mais de 20 mil pontos e poderá mesmo subir até à sexta posição do ranking. 

 

Nestas contas é preciso ter em conta que a concorrência, nomeadamente os que se encontram à frente e atrás do português no ranking, não podem obter melhores ou resultados idênticos. Os brasileiros Tomas Hermes, Jadson Andre e Jesse Mendes são os que mais ameaçam a sua posição nesta altura. 

 

O que joga a favor de Kikas? 

Precisamente o facto de já ter feito uma final em Sunset Beach, em 2013, quando também foi distinguido de “rookie do ano” da Hawaiian Triple Crown. Isto já para não falarmos que o surf de Kikas adapta-se que nem uma luva a Sunset podendo este fazer estragos e causar surpresas a qualquer momento, a qualquer hora, em qualquer heat. Em 2013, por exemplo, Kikas ganhou a John John três vezes nessa prova em Sunset Beach. Por último, o bom momento que o português atravessa e o facto de estar tão perto de alcançar o sonho poderão ser o combustível suficiente. 

 

Força Kikas! 

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