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Vista aérea de JBay Vista aérea de JBay Foto: jbaysurfview.com

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sábado, 06 julho 2019 01:39

Jeffreys Bay, conhece a onda rainha da África do Sul

Com a aproximação do CT Corona Open J Bay fica a conhecer mais sobre aquela que é considerada uma das melhores ondas do planeta...

Jeffreys Bay (ou Jeffreysbaai em Afrikaans), ou simplesmente J-Bay, fica na província oriental do Cabo, na África do Sul. A cidade fica perto da autoestrada N2, junto à costa, a cerca de 1 hora de distância de Port Elizabeth. É um dos mais famosos destinos de surf no mundo, tendo figurado em muitas revistas e filmes como, por exemplo, o icónico Endless Summer

 

O nome do local advém de um dos sócios maioritário da firma Jeffrey & Glendinnings que abriu uma loja no local em 1849. Crê-se que Jeffrey, que era Capitão de um navio de carga, foi a primeira pessoa a estabelecer-se na zona, depois de ter sido forçado a desembarcar no local. Uma vez em terra reconheceu o potencial do lugar e acabou por construir um primitivo porto de abrigo para embarcações, local atual da Main Beach. Alguns anos mais tarde, por lá acabou por construir casa, a primeira na baía, e viver com a respetiva família. A casa ficou conhecida com "The White House”. 

 

 

Foi surfada, pela primeira vez, em 1964, mas só a partir de 1981 começou a receber provas do circuito mundial de surf. Shaun Tomson, uma das lendas locais, venceu a edição inaugural, mas a ele seguiram-se outros grandes nomes do surf, como Mark Occhilupo, que venceu em 1984 com apenas 18 anos; Kelly Slater, Joel Parkinson, Mick Fanning, Jordy Smith e Filipe Toledo. 

 

Estes últimos cinco, por exemplo, têm vindo a dominar o evento nos últimos 16anos. Em 2015, durante a final entre Mick Fanning e Julian Wilson, a prova não chegou a acabar e ficou marcada pela presença de um tubarão-branco. Em 2017, a vitória coube ao brasileiro Filipe Toledo que disputou o troféu com Frederico Morais após um grande desempenho do português. Também Filipe Toledo venceu esta mesma prova o ano passado(2018).

 

 

A Baía de Jeffreys, que mistura as correntes quentes provenientes do Oceano Índico com as correntes não tão menos quentes do Atlântico, cria condições muito peculiares e especiais, apresentando por isso várias opções para o surf. Este que é tido como o mais longo e perfeito point-break de direita do planeta, consiste em nada mais nada menos do que 10 diferentes secções: Kitchen Windows, Magnatubes, Boneyards, Supertubes, Impossibles, Salad Bowls, Coins, Tubes, The Point e finalmente Albatross

 

O fundo rochoso da baía segura a areia uniformemente criando uma batimetria perfeita de ondas de 1km de extensão, entre Boneyards e The Point quando o swell apresenta o tamanho e a direção perfeitas. De todos as secções, Supertubes é a principal e a mais importante, a estrela da baía. Aliás, é precisamente em Supertubes que se celebra a prova do World Tour - que este ano tem lugar entre 09 e 22 de julho e onde o crowd se concentra. 

 

 

Já The Point e Albatross são secções da onda mais lentas e manobráveis que captam a atenção de surfistas de nível médio e/ou longboarders. Manter a velocidade e uma linha alta é essencial para conseguir ligar as várias secções, enquanto cut-backs são geralmente uma má ideia. 

 

Ventos dos quadrantes SW-W são offshore em praticamente todas as secções e ajudam a criar perfeição, enquanto ventos de NW-NE não são muito aconselhados. As correntes também podem ser fortíssimas e colocar um surfista em The Point num ápice. Uso de botinhas é aconselhado (temperatura da água entre 14 e os 19 graus), tal como um fato bem grossinho. Os meses de maio a agosto são os mais consistentes e os que registam as maiores ondulações na região. 

 

Boa viagem! 

 

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