Albee Layer em Jaws. Albee Layer em Jaws. Foto: WSL/Tony Heff

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quarta, 17 janeiro 2018 17:47

Segurança em ondas grandes posta em causa em Jaws e Mavericks

Últimas sessões em Mavericks e Jaws postas em causa... 

 

Chatearam-se as comadres, mas pelo que parece por uma boa razão. Nestes últimos dias o Oceano Pacífico parece ter ganhado vida e, quer em Mavericks (Half Moon Bay, Califórnia) quer em Pe’ahi (Maui, Havai), dois reconhecidos spots de ondas grandes, houve confusão. E da grossa! 

 

Por um lado, a temporada das ondas no Havai avança a passos largos para o fim e qualquer sinal de swell é aproveitado até à ínfima espuma. Já na Califórnia, o possível início do Mavericks Challenge esta semana - que não se veio a concretizar - parece ter deixado a comunidade norte-americana em polvorosa, em perfeita ebulição e com constantes movimentações. 

 

Nas várias sessões que tiveram lugar em Mavs e Pe’ahi, nestes últimos dias, a confusão na água foi por demais evidente. Demasiado crowd e nível de segurança precário são as principais queixas dos intervenientes que apelam ao bom senso. 

 

O havaiano Albee Layer, por exemplo, um dos frequentadores sempre que há “big surf”, foi um dos que usou as redes sociais para pôr o dedo na ferida: “Algumas considerações: Sabemos menos do que pensamos sobre previsão do tempo. Jaws já não é uma onda de tow-in nos dias de glass, pois entre os 60 surfistas no pico havia dois jetskis e cerca de 15 motos reservadas para fotógrafos. Isto é perfeitamente inaceitável e nós precisamos encontrar uma forma de emendar isto! Na água, houve também mais tomates do que propriamente cérebro. Vamos trabalhar em conjunto para consertar algo que põe toda a gente em perigo, incluindo aqueles que contratam a sua própria segurança na água”.

 

O comentário de Layer abriu a ponta do véu sobre a questão da segurança na água e sobre o que deve ser feito urgentemente devido ao rápido crescimento do crowd, quer nos picos a batalhar por ondas quer no canal a registar o momento. 

 

Em Mavericks o crowd também atingiu proporções ridículas nos últimos dias e levantou muitas questões. Uma delas prende-se com algo bem real: os surfistas de ondas grandes tentam bater recordes e querem quebrar limites, mas, ao mesmo tempo, a atividade do big wave surfing está mais precária do que nunca. Não deveria ser ao contrário?

 

Um sem rol de respostas seguiram-se na caixa de comentários de Albee Layer, com muitas delas, a grande maioria, a concordarem com a exposição feita pelo experiente surfista. Parece que, nestes dias de ondas maiores, entrar na água significa também ter o seu próprio backup em termos de segurança (pelo menos, um piloto e uma mota que dê a devida assistência) e não esperar simplesmente que alguém trate de ajudar, safar ou dar "uma mão" numa situação mais complicada. 

 

Esperem… mas não deveria ser sempre assim? Não é isto que já se passa, por exemplo, na Praia do Norte? 

 

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