Sente-se a falta de Tyler Wright no WWT. Sente-se a falta de Tyler Wright no WWT. Foto: Ed Sloane/WSL

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quarta, 21 novembro 2018 18:37

Campeã do mundo explica afastamento do World Tour

Meus senhores e minhas senhoras, tem a palavra Tyler Wright... 

 

Tyler Wright é bicampeã mundial (2016, 2017) e não vira costas a um bom desafio. O ano passado, apesar de lesionada num joelho, a australiana não deixou de competir e acabou por alcançar o segundo título da carreira. No entanto, em julho deste ano, durante o Open J-Bay, foi obrigada a sair de cena e não mais competiu no World Tour desde a prova de Uluwatu. 

 

Em entrevista publicada pela World Surf League, ontem, a campeã mundial explica o que se passa na realidade com ela, como está a recuperar e revela ainda quando estará de volta. 

 

“Eu fiquei doente em julho durante o evento em J-Bay. Fui para África mais cedo para surfar e preparar-me. Adoro Jeffrey’s Bay e já no ano anterior tinha ido mais cedo para surfar, pensei que conseguiria fazer algumas ondas antes da chegada do crowd. Fiquei contente por isso. 

Comecei a sentir-me mal durante um safari à noite. A minha cabeça parecia estar em chamas e o meu corpo também. Nunca tinha sentido algo assim e chamei o Mikey (irmão de Tyler) que me disse que precisava de ir a um médico. Não quis acreditar nele e acabei por chamar a Jessi (Comissária da WSL). Disse-lhe como me sentia e ela disse para seguir imediatamente para o hospital. Tive que ir a Port Elizabeth onde dei entrada através das Urgências. 

O diagnóstico oficial foi Influenza A (gripe A). Passei algum tempo no hospital e depois voltei a J-Bay onde fui tratada pela equipa médica. Não podia viajar até que a febre baixasse e acabei por ficar de cama cerca de 10 dias. No final de contas, perdi 8 quilos e a determinada altura pensou-se que também tivesse pneumonia. Acho que não comi durante uma semana, foi o mais doente que estive na vida. 

Portanto, agora, tenho estado limitada e fui diagnosticada com Síndrome Pós-Viral de Influenza A. Basicamente estou a lutar contra a fadiga crónica, que é um verdadeiro desafio. As pessoas pensam que se trata apenas de estar cansada e, embora tenha muito a ver com isso, é muito mais que isso”. 

 

Com a explicação dada, Tyler Wright ainda referiu que tentou competir no Surf Ranch Pro, mas acabou por ficar apenas um dia na Califórnia e viu-se obrigada a regressar a casa. A fadiga crónica é difícil de tratar e os dias de Tyler passam agora por "descansar, comer bem e ler muito", conforme explica. Todos os dias também tenta nadar, que "é o ponto alto" para a surfista australiana. 

 

Quando voltará ao Surf e ao Championship Tour? 

“Bem, agora que passei tanto tempo fora de água e também não posso surfar na etapa de Maui, vou ter que pedir um wildcard para 2019. Esperançosamente a WSL decidirá que serei uma boa candidata e no próximo ano estarei de regresso”. 

 

As melhoras e cá te esperamos, Tyler. 

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