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quarta, 23 outubro 2019 14:06

O PODER DAS REDES SOCIAIS E A RESPONSABILIDADE DOS SURFISTAS EM USÁ-LAS

usando o seu poder de influência...

A recente publicação do Campeão Mundial de Surf, Gabriel Medina, a explicar o incidente com Caio Ibelli durante o Meo Rip Curl Pro Portugal, teve milhares de visualizações e levou a que alguns dos seus fãs deixassem comentários negativos na página de instagram de Ibelli. Este episódio ilustra bem o poder das redes sociais o que nos leva a pensar em como têm usado os surfistas profissionais esse seu poder de influência.

O surf sempre influenciou e continua a influenciar gerações a nível global e a realidade é que as novas gerações são as que mais usam as redes sociais nos dias de hoje e absorvem grande parte da informação através delas, nomeadamente o instagram. A sua preocupação com as alterações climáticas é cada vez maior e prova disso são as várias iniciativas de greve às aulas em todo o mundo iniciadas pela ativista sueca Greta Thunberg.

A jovem de 16 anos tem inspirado milhares de jovens com os seus discursos, ideias e implacáveis intervenções na Cimeira do Clima das Nações Unidas na Polónia, em 2018 e em Nova Iorque em Setembro de 2019, tendo já 7.700 milhões de seguidores na sua conta de instagram, quase tantos quanto Gabriel Medina que conta com 8 milhões de seguidores.

No entanto, sendo Medina uma figura icónica a nível mundial e um ídolo no seu país, poucas publicações tem feito relacionadas com as alterações climáticas (e nem vamos falar do seu comentário, ou melhor, ausência dele quando a Amazónia esteva a arder, tal como fez a ZigZag num recente artigo da revista). Mas não será o dever de um surfista agir como guardião dos oceanos e do planeta?

Já o Rei Kelly Slater, o segundo atleta do Circuito Mundial de Surf com mais seguidores no instagram, tendo em comparação com Medina “apenas” 2.500 milhões, usa o seu poder de influência não só para divulgar as suas impressionantes imagens de surf como para alertar a consciência dos seus fãs para diferentes causas, como foi o caso da recente publicação sobre o Furacão Dorian (o mais forte jamais registado a atingir o noroeste das Bahamas e que causou danos catastróficos nas ilhas Ábaco e Grande Bahama no inicio de Setembro) publicitando a venda de uma tshirt  da sua marca, a Outerknown, que alia a moda à sustentabilidade, sendo que 100% das receitas revertem para o #BahamianDisasterReliefFund.

Sim, até poderíamos chamar-lhe um golpe publicitário, mas por trás dele vem também uma dupla forma de consciencialização, tanto da catástrofe como da forma como as suas roupas são feitas.

Tendo em conta que as publicações dos surfistas de elite têm a capacidade de chegar a um número tão grande de pessoas que os admiram, não seria bom vermos, para além das suas impressionantes imagens de uma beleza inspiradora, mais mensagens de consciencialização sobre as alterações climáticas e incentivar os seus fãs a fazer a diferença? Não seria esse o melhor contributo que um surfista poderia dar aos oceanos que lhes dão tanto? Se Greta Thunberg consegue chegar a 7.700 milhões de pessoas usando os seus posts para alertar a importância do papel de cada um de nós na questão das alterações climáticas, a quantas pessoas não poderiam chegar os surfistas de elite se aliassem o melhor do seu mundo a esta causa que tanto nos diz a todos? 

Quem sabe se em breve não sigam o exemplo de Slater no post abaixo e mostrem aos seus fãs a importância que podem fazer no mundo. 

 


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