RIDE THE LINE RIDE THE LINE quarta-feira, 11 fevereiro 2026 22:23

Surf de peso e banda sonora sem travões: “RIDE THE LINE” já está online

A viagem passa por alguns dos palcos mais desejados do planeta — Havai, Tahiti, México, Indonésia, Fiji, entre outros ...

RIDE THE LINE é o tipo de filme que nos lembra porque é que, apesar de toda a evolução do surf e do “conteúdo rápido”, ainda há espaço (e necessidade) para um projecto com ambição, identidade e aquele nervo cru das surf movies feitas para ver alto e bom som. Lançado agora online pelo Blak Bear Surf Club, este é o Movie Part 1 de uma série de projectos “feature” que a crew promete continuar — e com base no que aqui está, a fasquia fica bem lá em cima.

A viagem passa por alguns dos palcos mais desejados do planeta — Havai, Tahiti, México, Indonésia, Fiji, entre outros — com um ritmo de edição que alterna entre contemplação e pancada, sempre com a linha do “charged surfing” como fio condutor. A estética é assumidamente “raw”, com aquele ADN de parking lot premieres e de filmes que circulam de mão em mão antes de chegarem ao público. Não é por acaso que RIDE THE LINE foi nomeado em 2025 para Stab Edit of the Year: há aqui uma intenção clara de criar atmosfera e não apenas somar clips.

E depois há o detalhe que, para muitos, faz ou parte do filme… ou destrói tudo: a banda sonora. Aqui, não há medo de arriscar — de The Rolling Stones e Black Sabbath a Kodak Black, com uma mistura de energia e peso que casa com as imagens de ondas sérias e decisões no limite. O resultado é um “shred amp” óbvio: daqueles vídeos que te fazem parar o que estás a fazer e pensar “ok, amanhã vou ao mar — custe o que custar”. Basta espreitar as reacções nos comentários para perceber o impacto: há quem diga que é “o melhor surf vídeo em muito tempo”, e há até quem, aos 60 e tal, admita que acabou de ir buscar a parafina depois de ver o filme.

Sem entrar em “spoilers”, RIDE THE LINE vive muito do contraste: viagens e cenários épicos, mas com foco no que interessa — o momento certo, a onda certa e a escolha certa, seja em paredes perfeitas ou em condições mais pesadas. A promessa de que o RIDE THE LINE 2 já está em andamento (e que pode andar a passar “em parques de estacionamento” durante mais de um ano antes de ser público) só reforça a ideia de que esta equipa está a construir algo com continuidade, e não apenas um upload.

No fundo, este é um filme para quem sente falta de filmes de surf com personalidade — e para quem gosta de ver surf grande, linhas comprometidas e edição com assinatura. RIDE THE LINE já está cá fora, e vale bem a meia hora (ou a hora) em modo cinema. Porque há vídeos que são “conteúdo”… e há vídeos que são vontade.

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