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https://www.surftotal.com/noticias/internacionais/item/27497-cole-houshmand-vence-final-epica-frente-a-medina-em-cloudbreak-erin-brooks-conquista-fiji#sigProIdba13f4cc4a
Cole Houshmand vence final épica frente a Medina em Cloudbreak; Erin Brooks conquista Fiji
Cole Houshmand completou uma extraordinária reviravolta na temporada ao vencer Gabriel Medina numa final de altíssimo nível em Cloudbreak.
O brasileiro conseguiu um 10 perfeito, mas o norte-americano segurou a vitória. No feminino, Erin Brooks conquistou o segundo triunfo consecutivo no Tour após Isabella Nichols ser obrigada a desistir devido a lesão.
O Fiji Pro Presented by Corona Cero terminou esta quinta-feira em grande estilo, com Cole Houshmand e Erin Brooks a conquistarem a oitava etapa do Championship Tour de 2026 num Cloudbreak poderoso, com ondas de seis a oito pés.
No masculino, Houshmand derrotou Gabriel Medina por 16,87 contra 15,17 numa final que teve praticamente tudo: tubos, surf de potência, estratégia e um 10 perfeito do tricampeão mundial brasileiro que voltou a colocar a decisão completamente em aberto.
Para Houshmand, trata-se da terceira vitória no Championship Tour em três finais disputadas e de um resultado que transforma por completo uma temporada até agora extremamente complicada.
Medina consegue o 10, mas Houshmand segura a vitória
A final começou lentamente, com ambos os surfistas a terem dificuldades para encontrar as melhores ondas de Cloudbreak.
Tudo mudou na segunda metade.
Houshmand assumiu o controlo com uma combinação de fortes manobras na parede e passagens pelo tubo, conseguindo primeiro um 8,50 e acrescentando depois outra nota excelente para construir um total de 16,87 pontos.Medina ficou numa situação extremamente complicada, necessitando de substituir as duas notas.
A resposta foi praticamente imediata.
O brasileiro arrancou naquela que seria a melhor onda da final, entrou profundamente no primeiro tubo e continuou a acelerar através de várias secções, desaparecendo durante largos momentos antes de sair para o canal.
10 pontos.
Cloudbreak acabava de devolver Medina à discussão pela vitória.
O brasileiro passou a precisar apenas de uma nota intermédia para virar a final, mas Houshmand tinha a prioridade e utilizou-a de forma decisiva nos últimos cinco minutos, controlando Medina e impedindo-o de encontrar a onda necessária.
O resultado final ficou fechado em 16,87 contra 15,17.
Uma vitória que muda completamente a temporada de Houshmand
A dimensão do triunfo ganha ainda maior significado quando se observa o percurso do norte-americano em 2026.
Antes de chegar às Fiji, Houshmand tinha sido eliminado no Round 1 em seis etapas e apenas numa prova tinha conseguido vencer heats. A própria continuidade no Championship Tour estava em causa.
Em Cloudbreak aconteceu exatamente o contrário.O surfista de San Clemente foi eliminando alguns dos melhores do mundo, incluindo o atual campeão mundial e vencedor da edição anterior do Fiji Pro, Yago Dora, antes de superar Leonardo Fioravanti por 17,10 contra 11,33 nas meias-finais.
A vitória permite-lhe subir dez posições no ranking, para o 17.º lugar mundial, relançando completamente a luta pela requalificação.
Medina regressa à luta com uma atuação impressionante
Apesar da derrota na final, Gabriel Medina sai das Fiji com uma das suas melhores prestações da temporada.O brasileiro chegou ao Pacífico depois de eliminações precoces no Brasil e no Taiti, mas em Cloudbreak voltou a apresentar o surf que o tornou num dos grandes especialistas mundiais em ondas de consequência.
No Finals Day, Medina eliminou o campeão olímpico Kauli Vaast nos quartos de final por 15,66 contra 7,33.
Nas meias-finais subiu ainda mais o nível, conseguindo duas notas acima dos nove pontos e um total extraordinário de 19,04, frente aos 14,57 de Griffin Colapinto.
Depois veio o 10 perfeito da final — o terceiro do evento e também o terceiro da carreira de Medina nas Fiji.
O segundo lugar permite ao tricampeão mundial regressar ao 4.º lugar do ranking mundial, recolocando-o diretamente na discussão pelo título de 2026.
Erin Brooks vence sem disputar a final
No feminino, a decisão teve um desfecho bem diferente.Erin Brooks foi declarada vencedora depois de Isabella Nichols ter sido obrigada a retirar-se da final devido à lesão no tornozelo sofrida nas meias-finais frente a Brisa Hennessy.
Os exames realizados no hospital excluíram qualquer fratura, mas confirmaram uma entorse alta do tornozelo. Nichols praticamente não conseguia apoiar o pé e optou por não arriscar numa final disputada com Cloudbreak de seis a oito pés.
Para Brooks, de apenas 19 anos, é a terceira vitória da carreira no CT e a segunda consecutiva nesta temporada.
Depois de vencer no Taiti, a canadiana repete o triunfo nas Fiji e completa uma extraordinária dobradinha nas duas grandes esquerdas de consequência desta fase do Tour.
De 19.ª para 8.ª em apenas duas etapas
A recuperação de Erin Brooks no ranking é igualmente impressionante.Antes das duas últimas provas, a canadiana encontrava-se no 19.º lugar mundial. As vitórias consecutivas no Taiti e nas Fiji colocam-na agora na 8.ª posição.
Cloudbreak tem ainda um significado especial para Brooks. Foi precisamente nesta onda que, em 2024, conquistou como wildcard a primeira vitória da carreira no CT, tornando-se na primeira canadiana a vencer uma etapa do principal circuito mundial.
O percurso até à vitória de 2026 também esteve longe de ser simples. Brooks começou o evento com um 10 perfeito e, ao longo da prova, eliminou nomes como Caroline Marks, Vahine Fierro e a pentacampeã mundial Carissa Moore.
Yolanda Hopkins termina em 5.º
Para Portugal, o Fiji Pro fica igualmente marcado pela excelente prestação de Yolanda Hopkins, que terminou no 5.º lugar.
A portuguesa foi eliminada nos quartos de final precisamente por Isabella Nichols, por 9,67 contra 6,77, depois de uma bateria em que procurou repetidamente o tubo e esteve perto de completar algumas oportunidades que poderiam ter alterado o resultado.
O resultado sucede ao 3.º lugar conquistado no Taiti e confirma a forte recuperação de Yolanda nesta fase do Championship Tour.
Trestles é a próxima paragem
Terminada a passagem pelas ondas de consequência do Pacífico, o Championship Tour muda completamente de cenário.
A próxima etapa será o Lexus Trestles Pro, na Califórnia, com período de espera entre 11 e 20 de setembro.
Houshmand chega relançado, Medina regressou ao Top 5, Erin Brooks saltou onze posições em apenas duas provas e a corrida pelos títulos mundiais entra numa fase cada vez mais decisiva.
Cloudbreak, porém, deixa uma das imagens da temporada: Gabriel Medina a desaparecer num enorme tubo, sair para o canal e receber o 10 perfeito — e Cole Houshmand, mesmo assim, conseguir encontrar forma de vencer a final.
- Créditos fotos: Ryder / WSL - Hannah Anderson - WSL / Aaron Hughes
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