Beauty in the Beast: Nazaré mostra o seu lado mais brutal e mais belo em janeiro
A Nazaré voltou a provar, mais uma vez, porque é um dos lugares mais fascinantes — e implacáveis — do planeta para o surf de ondas grandes.
No vídeo “Beauty in the Beast – Nazaré Jan 26”, o projeto Surfing Visions assina um retrato intenso e honesto da Praia do Norte, captando a dualidade que define este spot único no mundo.
A “besta” manifesta-se em paredes de água gigantes, violentas e sem misericórdia, capazes de gerar caos absoluto em poucos segundos. Mas, entre séries, surge também a “beleza”: momentos de mar liso, luz perfeita e uma calma quase hipnótica que contrasta com a fúria do Canhão da Nazaré. É precisamente essa alternância — entre o terror e o encanto — que torna a Nazaré tão viciante… e tão perigosa.
A temporada retratada neste vídeo foi um exemplo claro dessa realidade. Durante cerca de três semanas, a Nazaré esteve “ligada”, com dias consecutivos de ondulação pesada, energia constante e consequências sérias para quem se aventurou no lineup. Antes e depois desse período, o oceano voltou à normalidade, lembrando que aqui nada é garantido. É o tudo ou nada que define a caça às grandes ondulações.
Com mais de dez temporadas a documentar a Nazaré, Tim Bonython — responsável pelas imagens principais — conhece bem o ritmo deste lugar. A janela vai, regra geral, de meados de outubro até março, com novembro e dezembro a oferecerem estatisticamente as melhores hipóteses. Ainda assim, mesmo nesses meses, tudo pode resumir-se a uma ou duas semanas verdadeiramente épicas.
Este trabalho distingue-se também pela abordagem visual completa: imagens captadas desde a água, no canal, sentindo o impacto direto das séries; desde terra, onde a escala se torna esmagadora com as falésias e o farol como referência; e ainda do ar, através de drones, revelando a Nazaré como um organismo vivo, imprevisível e em constante mutação.
“Beauty in the Beast” não é apenas um vídeo de ondas grandes. É um retrato fiel da essência da Nazaré — intimidante, imprevisível e, quando não está a tentar destruir tudo à sua volta, um dos lugares mais belos do planeta.





