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quinta-feira, 01 maio 2014 16:01

OFIR: O QUE MUDOU NAS NOSSAS PRAIAS E NO NOSSO SURF?

Quais as consequências deste inverno rigoroso?

 

Depois de um inverno rigoroso, em que a costa portuguesa foi muito afetada quer por tempestades, quer por intempéries, a SurfTotal andou pelo país, para saber quais as principais consequências destes fenómenos para os surfistas. Quisemos saber quais os estragos que estas tempestades fizeram nas praias, mas acima de tudo, quisemos perceber em que é que estas alterações afetaram os fundos e o próprio surf. A nossa primeira paragem foi em Ofir, onde falámos com Pedro Cardoso da OndaMagna Surfschool, Escola de Surf&Bodyboard.
 
A Praia de Ofir perdeu muita areia e viu algumas infraestruturas de apoio "engolidas pelo mar" e outras ameaçadas pelo avanço das suas águas.
 
 
Como foi este Inverno em termos de condições atmosféricas/tempestades nessa zona?
Muito mau. O Hércules e a Stephanie, as tempestados, claro, deram cabo da "nossa" praia. A praia de Ofir perdeu imensa areia e aconteceram estragos nas edificações urbanas adjacentes às torres de Ofir, tal como documentado e relatado nos diversos noticiários da TV.
 
 
Qual o valor monetário dos estragos?
Não lhe consigo precisar o valor monetário. Porém, posso adiantar que seguramente afetou e afetará a nossa atividade, pois, a praia acabou por perder algumas das suas excelentes características para o ensino do surf e do bodyboard. Seja como for, esperemos agora que os ventos e marés da primavera nos tragam, pelo menos, a areia perdida, para ver se temos um Verão!
 
Já foram recuperadas as zonas afectadas?
Nada, zerinhos, niclas...
 
Houve alterações nos fundos e nas condições para o surf?
Pois, sim! Há pouco falava na perspectiva da OndaMagna Surfschool, ou seja, na pespetiva da lecionação de aulas, principalmente as de nível inicial e intermédio. O facto da praia ter perdido muita areia faz com que a maré cheia se estenda para zonas onde normalmente dávamos as aulas, o "apoio terra", junto à linha de água, onde se está em partes das aulas. Nas marés vivas, a cheia, chega mesmo a cobrir todo o areal e ir ao encontro dos edificados urbanos da praia. Este facto, retira algum, não todo, do enorme potencial que esta praia tem para o ensino de surf, visto que é uma praia que permite lecionar na grande maioria das condições. Já na perspectiva do praticante de surf, principalmente, o intermédio, admite-se que não tenha havido grandes constrangimentos, pelo menos no que respeita aos fundos, visto que as ondas que têm chegado até nós têm sido boas, ou seja, os índices de prática regular não me parecem ter diminuído.
 
A atual época balnear pode ficar afetada por estas alterações?
Estou para ver, mas esperemos que não. Sabe que estas coisas das areias são como...muita coisa na vida, vão e vêm! Esperemos mesmo que a Primavera nos reponha as areias! E depois, claro, esperemos também que as autoridades nos arranjem as edificações urbanas combalidas, a tempo!
 
Patrícia Tadeia

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