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quarta, 25 junho 2014 14:12

"PORTUGAL É DOS MERCADOS MAIS FORTES DO SURF EM TODO O MUNDO"

A SurfTotal falou com o diretor da Vissla e D'Blanc para a Europa, Derek O'Neill.

 

No passado dia 14 de junho, o diretor da Vissla e D'Blanc para a Europa, Derek O'Neill, esteve na festa de lançamento de ambas as marcas que decorreu na Magic Quiver, na Ericeira. A Vissla e D'Blanc são duas novas marcas de surfwear e eyewear, respetivamente, que estão a dar que falar na indústria do surf nos EUA e um pouco por todo o mundo. O CEO, Paul Naude, convidou Derek para abraçar este projeto depois de ambos terem trabalhado durante anos na Billabong Internacional e na Billabong Europa. A SurfTotal falou com Derek O'Neill sobre este novo desafio.

 

Como descreve tanto a Vissla como a D’Blanc?
A VISSLA é uma empresa de vestuário de surf moderno para os jovens de hoje. Representa a liberdade criativa, uma filosofia com visão de futuro, e uma geração de gente criadora e inovadora. Passa pela atitude moderna do “do-it-yourself” dentro da cultura surf, a performance e habilidade para a modalidade. Tudo gira à volta do surf e da mentalidade de surfar acima de tudo. A D’BLANC é uma marca de óculos e acessórios. O caos encontra-se com a cultura onde a moda se encontra com a revolução. O foco é criar qualidade nesta marca originária da Itália e definir um sentimento.


E como descreve os produtos?
Focamo-nos no seguinte: o que é que os Groms de hoje querem realmente? E partimos daí. Acima de tudo o que interessa é a divertirmo-nos.


Como podem estes produtos fazer a diferença aqui em Portugal?
Portugal é um grande mercado. É um dos mercados mais fortes do surf em todo o mundo, tendo em conta o número de habitantes. Então, se nos focarmos no que o surfista de hoje quer, estamos no bom caminho.

Pode descrever-me o público alvo destas marcas?
Destinam-se principalmente a um público dos 12 aos 23 anos. É aquela idade em que a maioria das crianças não se importa muito com nada, exceto em se divertir e surfar. E as pranchas que estes miúdos têm hoje são tão diferentes das que se usaram em qualquer outro momento da história. Isso está a levar a grandes e novos níveis de inovação no surf.


Quais são as vossas principais estratégias de distribuição?
Queremos trabalhar com as lojas que entendem o surf. É aí que queremos estar. Isso pode querer dizer que não vamos crescer muito, mas é muito mais agradável trabalhar com pessoas de quem gostamos.


Como é que lidam com as marcas e empresas low-cost?
As pessoas compram produtos e marcas por variadíssimas razões. Se o preço fosse a única razão que importasse, a maioria das marcas teria saído do negócio há já muito tempo. Se fazemos o que fazemos bem, e as pessoas gostam da nossa abordagem, então devemos ser capazes de construir um negócio saudável.


Como descreve o mercado europeu, em comparação com o dos EUA, e o seu desenvolvimento?
O mercado europeu tem hoje mais surfistas do que nunca. Isso é super emocionante para mim. Se pudéssemos ter uma pequena quantidade desses surfistas a apoiar a nossa marca, seria incrível. Ficamos muito felizes sempre que alguém compra um dos nossos produtos e esperamos ser capazes de produzir sempre um bom produto.


Esta é a primeira vez que uma marca é lançada simultaneamente em vários países ao redor do mundo, certo? Isso é uma estratégia? Qual o objetivo principal?
Normalmente, as marcas começam num país e depois evoluem para outros ao longo dos anos. Nós achamos que o reconhecimento das marcas que antigamente levavam anos a chegar a todo o mundo, agora levam minutos, se não segundos. Então, quando decidimos lançar as marcas fomos contactados por pessoas fantásticas e foi uma decisão imediata e natural entrar logo noutros países desde o início. Estamos verdadeiramente maravilhados pela qualidade das pessoas que quiseram vir trabalhar connosco.


Fale-me da sua experiência na Billabong.
Estive mais de 20 anos no grupo Billabong, tanto na Europa como na Austrália, e foi uma grande experiência. Ainda tenho muitos amigos lá hoje.


Tanto a Vissla como a D’ Blanc foram oficialmente lançadas no final de 2013. Que podemos dizer sobre estas duas marcas até agora? Há lugar para novas marcas?
Acho que podemos dizer que houve uma tremenda reação a ambas as marcas tanto nos EUA como na Europa e outros países. Ainda é cedo para falar das marcas, mas as lojas que as estão a vender têm tido bons resultados. Não subestimamos este desafio de as manter, mas até agora estamos muito satisfeitos. Os vendedores dizem-nos que há sempre espaço para novas marcas que tragam emoção às suas lojas.

Qual é a sua opinião sobre Portugal? Eu sei que costuma vir cá. O que mais gosta?
Eu amo Portugal, porque os surfistas são respeitados em todos os lugares onde vão. As ondas são incríveis. Já surfei por todo o mundo e as ondas da Ericeira são excelentes. Potentes, bem desenhadas, são verdadeiramente ondas de classe mundial. Também Peniche, é agora respeitada por surfistas de todo o mundo graças à passagem do WCT. Alguns dos meus melhores amigos estão em Portugal. Eles sabem quem são!


Alguma destas duas marcas vai patrocinar um surfista? Ou um evento?
Uma das coisas que mais gosto sobre o futuro é que nunca sabemos o que está ao virar da esquina. Estamos cá para assistir!

 

Patrícia Tadeia

 

 

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