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quarta-feira, 13 agosto 2014 08:41

+351: UMA MARCA COM ALMA PORTUGUESA

Falámos com Ana Penha e Costa, a criadora da +351.


Ana Penha e Costa apaixonou-se pelo surf no Guincho, tendo competido a nível nacional durante um período do sua vida. Designer de profissão, passou por marcas como a Billabong, e mais tarde a OSKLEN. E foi além mar, movida a saudade, que  encontrou inspiração para criar uma marca que aposta no produto nacional, onde impera a criatividade, e claro, uma forte ligação ao mar.


Antes de tudo, e para quem não sabe, conta-nos como começou a tua ligação ao surf, e o teu percurso no panorama nacional.
Tenho uma casa de fim de semana perto da praia do Guincho. Sempre que vinha para o Guincho via imensos surfistas e na altura tinha uma amiga que já fazia surf na escola do Pedro Barbudo, combinámos e fui fazer uma aula, desde então nunca mais parei. Mais tarde entrei na SurfTechnique e fiquei viciada. Era muito competitiva e dava o litro em todos os treinos e campeonatos. Ainda fiz uns resultados bons aqui e ali mas nada de especial, depois a vida muda, começamos a ter outras prioridades e o surf ficou para trás.


Como foi o teu percurso profissional, antes da +351? Sabemos que estiveste, por exemplo, na Billabong.
Sim, depois de 2 anos como designer na agência de publicidade MSTF Partners, consegui um estágio na Billabong em França, Hossegor. O estágio durou 2 meses e decide tirar o mestrado em moda aqui em Portugal. No segundo ano do mestrado havia a opção de ir para fora e fui para o Rio de Janeiro. No Brasil a única marca que me interessava trabalhar era a OSKLEN. Consegui o estágio e fiquei 6 meses. Voltei para Portugal passado esse ano no Brasil já com a ideia de criar a minha própria marca.


Como surgiu o conceito +351, quando se deu aquele ‘clique’?
A ideia da +351 já tinha surgido no Brasil, enquanto terminava o mestrado tinha várias colegas que já tinham as suas próprias marcas, um pouco na brincadeira mas com algum sucesso. Eu sabia que Portugal tinha uma das maiores industrias têxteis da Europa e resolvi voltar com o intuito de criar a +351.


Nota-se uma clara aposta da marca em preservar a identidade nacional.

Acho que as saudades de casa eram tantas enquanto vivi no Brasil que até o meu trabalho final de mestrado acabou por ser todo relacionado com o que no Rio me lembrava Lisboa. Tenho orgulho em ser Portuguesa e adoro o meu país. Não há nada como voltar a casa depois de uns tempos fora. 


Como tem sido a resposta do mercado nacional à +351?
Tem sido ótima! 


Descreve-nos os vossos produtos, de que forma procuram marcar a diferença relativamente à concorrência?
Todos os produtos são simples de linhas rectas, mas originais. Os nossos fatos de banho de homem, por exemplo, são tingidos de uma forma artesanal e mudam de cor qdo estão molhados!


Sentes que o ‘boom’ do Surf em Portugal tem facilitado de alguma forma o crescimento da tua marca?
A minha marca está de alguma maneira relacionada com o surf porque é o meu estilo de vida mas não é uma marca de surf.


Como funciona o teu processo criativo?
Tudo me inspira, viagens feitas, experiências vividas, arte, natureza, escolho um tema, um conceito para cada colecção e foco-me nesse tema.


Quais os canais de comercialização dos teus produtos?
Vendemos online e em várias lojas espalhadas pelo país, Algarve, Comporta, Lisboa e Cascais.

 

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