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Quarteira HD Alguns detalhes que saltaram à vista e que foram alvo de atenção pela redação da Surftotal...
A verdade é que esta não será bem uma análise à lupa, exaustiva q.b., mas antes um escrutínio simples e objetivo do que nos foi dado a observar durante três dias no Allianz Caparica Pro, a 2ª etapa válida para a Liga MOCHE 2016.
No decorrer do evento, de acordo com o parecer da equipa Surftotal, alguns aspetos salientaram-se, daí o motivo para a presente peça. Assim, sem mais delonga, eis alguns factos que nos parecem francamente positivos e auspiciosos naquela que é a maior competição de surf nacional:
Sangue Novo
A Associação Nacional de Surfistas continua a investir na nova geração, e bem, pois não há que ter qualquer dúvida: eles são o futuro da nação. Nesse sentido, gostámos de ver alguns “groms” receberem wildcards e convites para participar no evento. Luís Perloiro, João Moreira e Guilherme Ribeiro foram três dos jovens que gostámos de ver. Terminaram em 25º lugar, mas passaram alguns heats e deixaram uma boa impressão. Melhor esteve Pedro Coelho que terminou em 17º e mostrou um surf muito power. Já Frederico Magalhães, depois de ter vencido a expression session no QS1000 Pro Zarautz, apareceu na Costa de Caparica mais solto e confiante. Sinceramente, gostámos do que vimos. Estes miúdos estão de parabéns e a aposta da ANS é para manter!

- Pedro Coelho foi um dos jovens surfistas em destaque. Foto: Pedro Mestre/ANS
Trabalho de casa
Já o dissemos, mas voltamos a frisar: Carol Henrique não venceu a segunda etapa de ânimo leve. À medida que a prova foi avançado, e a grelha apertando, fomo-nos apercebendo que havia ali pelo meio muito trabalho de casa. Há mais jogo de rail no surf de Carol. Há mais pressão a cada onda surfada. No fundo, muito treino e dedicação que estão a dar resultados bem palpáveis. A continuar assim, a surfista de Cascais é uma séria candidata ao título.

- Na Caparica, Carol vestiu o fato macaco e batalhou muito para vencer a sua primeira etapa da Liga MOCHE. Foto: Pedro Mestre/ANS
O branco a Miguel Blanco
Foi impressionante. A licra branca acompanhou o Miguel Blanco em quase todas as baterias do Allianz Caparica Pro. Coincidência ou não, a coisa pareceu fazer sentido com o jovem surfista português a corresponder com vitórias sólidas, heat após heat, até parar nos 1/4 de final. Blanco perpetuou assim o bom “momentum” que atravessa, com um bom resultado na Liga, no seguimento de uma final realizada em Zarautz e outras vitórias convincentes no Volcom TCT de Tenerife e da Caparica. Tudo isto, realce-se, nas últimas semanas.

- O "momentum" de Miguel Blanco continuou na Costa de Caparica. Foto: Pedro Mestre/ANS
Vitórias iminentes
Não será bem o caso de Filipe Jervis, cujo surf se cola mais à vertente free surf e por esse motivo mais difícil de conseguir resultados em competição. De qualquer forma, depois de termos visto o surfista de Carcavelos fazer um enorme reverse air, totalmente sob pressão, no heat que disputou com Tiago Pires nos quartos de final, ficámos com a ideia que tudo pode acontecer daqui para a frente. Incluindo uma vitória numa etapa da Liga MOCHE. Porque não? Vamos a isso, Filipe?
Já José Ferreira, que se ficou pelas meias finais na margem sul, o equivalente a um terceiro lugar na prova, deu mais uma vez provas de todo o seu potencial. O surfista do Guincho ainda não venceu na Liga, apesar de já ter feito várias finais, mas deixou no ar que uma vitória está para breve. A dúvida com o José já não se prende se poderá ou não vencer, mas antes quando o fará? É uma questão de tempo, meus amigos. A estes dois, obrigado pelo ótimo surf de qualidade apresentado.

- Impõe-se uma vitória de José Ferreira para breve. Foto: Pedro Mestre/ANS
Ganhou quem mais se divertiu
Tal como Matt Wilkinson na WSL, o Gony Zubizarreta voltou a apresentar um surf polido, criativo e consistente o suficiente para poder levar de vencida as duas primeiras etapas do ano na Liga MOCHE. Porém, tal não aconteceu. Quem ganhou foi mesmo o surfista que mais se divertiu na água. A velha máxima imperou nas águas a sul do Tejo e Frederico Morais, embora tenha tido uns primeiros heats algo periclitantes, acabou por ser o surfista que mais nos pareceu satisfeito com o seu surf, a curtir, a fluir, gerando velocidade e aplicando power sempre que era chamado para tal. Parece que os meses despendidos na Austrália, recentemente, estão a dar os seus frutos.

- O campeão nacional, Frederico Morais, apresentou-se em grande forma na 2ª etapa da Liga. Foto: Pedro Mestre/ANS
Até à próxima etapa, agendada para o Porto, entre os dias 13 e 15 de maio.
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