Kelly Slater é sempre um dos atletas que mais falta se sente na prova mundial de Peniche. Kelly Slater é sempre um dos atletas que mais falta se sente na prova mundial de Peniche. Foto: Pedro Mestre/WSL

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quarta-feira, 24 outubro 2018 09:24

Confissões de Kelly Slater à Men’s Health

 

A divindade do Surf à conversa quando se prepara para pendurar o fato… 

 

Numa entrevista publicada pelo website da Men’s Health britânica, no início do mês de outubro, Kelly Slater faz algumas confidências sobre a vida, a carreira e como se chega aos 46 anos em tão boa forma. O 11x campeão do mundo, que detém também o recorde de maior número de vitórias no WCT (+ de 50), é muitas vezes apelidado de “super natural” e para muitos é mesmo considerado um dos maiores desportistas de sempre. 

 

Como se chega a esse patamar? Com rigor e foco. 

 

Kelly Slater acredita num certo regime alimentar, com peso e medida, e sabe que as lesões vêm e vão. Por exemplo, nos pés já sofreu quatro lesões ao longo da carreira. A parte superior do corpo (tronco) também é fortemente massacrada, por isso, o norte-americano aposta e compensa com Pilates, que desfruta, diz, e com alongamentos feitos durante aulas de yoga ou algo do género. A fisioterapia também é uma componente importante para se manter em forma. 

 

Tirando isso, Slater obtém a forma física, a força e a energia necessária para o surf da forma mais natural possível - fazendo surf. Segundo ele, o treino complementar é bom mas não em demasia. Aliás, não gosta de exagerar e a determinada altura refere mesmo que desenvolver demasiado músculo poderia deixá-lo um pouco rígido. Por isso, a flexibilidade, a força de pernas e o exercício cardiovascular acabam por ser vantajosos para os seus objetivos. 

 

Competitivamente, embora os fãs sejam muito exigentes, a verdade é que não tem nada a provar. “Não estou a tentar provar nada”, começa por dizer, fazendo logo depois a ressalva de que “Bem, isso não é necessariamente verdade, pois, como atleta, há sempre algo que queremos provar. No entanto, vejo o meu último ano no Tour como uma volta da vitória: obrigado a todos os fãs e pessoas que me têm apoiado ao longo destes anos”.  

 

Kelly Slater, que por vezes viaja com a sua namorada, Kalani Miller, e um fotógrafo, diz ainda que, com o passar dos anos, se tornou numa espécie de lobo solitário. O próprio explica: “Dantes viajava com um grupo de amigos, mas depois todos começaram a afastar-se do circuito, iniciaram famílias e tudo isso e tornou-se mais difícil para eles. Sou o único que resta. Converti-me num solitário.”

 

No entanto, o segredo para o prolongado sucesso de Kelly Slater assenta numa tormenta de vários factos e acontecimentos, dinâmica familiar e posição socioeconómica. “A soma das coisas leva ao que és”, lembra, realçando o facto de que ele e o seu irmão tiveram uma infância difícil, com a separação dos pais e o facto de terem sido criados desde muito cedo pela sua mãe (que teve que trabalhar que pagar todas as contas).  

 

A motivação, hoje em dia, essa surge simplesmente “por gostar do que estou a fazer, e poder partilhar isso com as pessoas à minha volta”

 

Um artigo que pode ser lido na íntegra aqui

 

 

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