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quarta, 19 março 2014 19:47

PISCINA DE ONDAS EM OEIRAS É UMA POSSIBILIDADE

Piscina de Ondas em forma circular. A SurfTotal dá-te a conhecer o Wave and Sports Land em primeira mão


O projeto Wave and Sports Land está previsto arrancar em setembro de 2015, em Oeiras, havendo nesta fase duas possíveis localizações em equação, uma em Algés, e a outra na zona de Porto Salvo. São cinco os hectares previstos para a construção, que contará, para além da piscina, com uma série de outras atividades, como escalada e skate, por exemplo. O projeto está já em andamento e em busca de parceiros.

 

Será uma piscina de ondas em água salgada e em forma circular. Esta tecnologia, que difere das piscinas de ondas projectadas por Kelly Slater e de uma outra do Webber.

 

A SurfTotal falou com Nuno Afonso, da Wave and Sports Land, que nos contou em primeira mão tudo sobre este projeto:

 




Como surgiu este projeto?
Como amantes/praticantes de surf, o projecto Wave & Sports Land surgiu em 2012 com o objectivo de construir uma piscina de ondas com o foco para a prática de Surf e Bodyboard. Sendo a piscina de ondas o core business do projecto, vimos o interesse de criar um parque temático com outras actividades, para conseguirmos um target mais alargado, ao ponto de termos uma família completa em diversão no parque. Realçando que para além desta piscina de ondas, existe uma forte aposta na concepção do skate park e escalada, com o objectivo destes espaços receberem eventos prestigiados a nível mundial. Na piscina teremos uma tecnologia semelhante ao projeto do Kelly Slater, em que a geração da onda será feita do exterior da ilha para o centro. O que vai permitir filmar e ter uma percepção do que se passa na onda, à semelhança do que acontece numa praia.


Para quando está previsto arrancar com o projeto?
Podemos dizer que já temos uma análise prévia feita junto com a Câmara Municipal de Oeiras, onde realizámos um 'sight survey'. Da pesquisa que fizemos a distintas zonas onde pudesse ser implementado o projecto, surgiram duas zonas que apresentam melhores condições: o futuro terrapleno de Algés (Praia de Algés) e Porto Salvo (entre a Quinta da Fonte e a Terrugem).


Qual será o custo por onda, e como será a configuração das plataformas?
Relativamente ao custo de produção por onda, ainda não há certezas. A diferença do projeto para os outros é o tipo de geração de onda, a piscina terá cinco plataformas que permitem diferentes tipos de controlo sobre a produção das ondas. Será possível gerar ondas com diferentes desfasamentos, uma de cada vez, todas ao mesmo tempo, ou criar um set de ondas com o controlo pré determinado do tempo entre si. A ideia é simular a experiência mais próxima do mar possível.


Qual a estimativa do valor total do projeto?
O valor de implementação do projeto é de 20 milhões de euros com o terreno. Todo o projeto, com os cinco hectares.


Para quando está previsto o início das construções?
Temos um registo de patente provisório que pretendemos complementar até fim do ano, para ter o definitivo. Mas já estamos em conversações com várias entidades para fazer um projeto, já temos definido quem vai fazer o skate park e a escalada, no fundo estamos a materializar estes acordos. Apontamos para setembro de 2015 com a data para  termos o projeto implementado. Apesar de apanhar a parte final da época alta, a ideia é ser um projeto que funcione o ano todo.


Qual será o tamanho das ondas? Darão tubos?
As ondas terão entre meio metro a dois metros, pretendemos um meio termo entre espuma e tubo, que permita também aprendizagem. Estamos a planear ter 20 metros de canal e 60 metros de diâmetro para a ilha. A ideia é ter as fases todas, a rebentação, a crista e a formação. Em relação à profundidade em que a onda vai quebrar, ainda é uma matéria que está em análise, pode ir de meio metro a dois metros de profundidade. Produziremos cinco ondas por minuto, 300 ondas por hora, com 12 segundos de desfasamento entre ondas. Serão ondas contínuas, em loop, que nunca acabam.


No que concerne aos preços previstos, já existem valores?

O preço que temos previsto para a prática livre de Surf será de: 5€ a 1ª hora;  9€ 2 horas; 13€ 3 horas e 15€ 4 horas; estes são valores que ainda poderão variar em função do estudo de mercado.


O parque será muito mais do que apenas a piscina de ondas, quais as restantes mais valias que oferecerá?

Teremos também uma piscina de lazer, um skate park, um parque de campismo. Está prevista uma escola de Surf; Bodyboard; Mergulho; Inline; Skate; BMX. Teremos Boulder, uma parede de Escalada e Slide. Paralemante, haverá uma zona com comércio e um restaurante.


A equipa por trás deste grande projeto é composta por Nuno Afonso - Chief Tecnology Officer (CTO); Bruno Santos - Chief Marketing Officer (CMO); Leonel Paulino - Chief Financial Officer (CFO); Ricardo Silva - Chief Infraestructure Officer (CIO) e Sergio Raimundo - Investors Relations (IR)

Está prevista uma parceria entre a WSL e a SurfTotal que passará, numa fase inicial pela presença de uma webcam no recinto, que permitirá, entre outras coisas, que os surfistas possam consultar online as imagens para ver se está muita ou pouca gente, e poderem decidir quando pretendem ir surfar. Igualmente desta parceria pretende-se que resulte um desenvolvimento do surf em Portugal.

Podes aceder ao site oficial da WSL, aqui: www.wavesportsland.com



 








 


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