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segunda-feira, 21 outubro 2013 09:50

FOTOGRAFIA NO SURF, COM JOÃO BRACOURT

“Há uma série de coisas que estão por explorar fotograficamente! Abram os olhos!”

 

Fotografia… o que olhos vêem e a alma sente! Hoje, para falar um pouco sobre fotografia, trazemos-te João Bracourt. Fotografo e surfista do mundo, divide o seu tempo entre as ondas da Figueira da Foz, Portimão, Indonésia e claro, o resto dos grandes palcos de surf espalhados pelo mundo. Reconhecido internacionalmente podemos encontrar os seus trabalhos publicados em revistas como: Stab, TheSurfersJournal, Hardcore, Surf Europe, Surf Portugal,  Surfline, Magicseaweed, fazendo de “Brek” um dos mais conceituados fotógrafos do mundo. Conhecido pela sua boa disposição e humor negro, não deixa de elogiar uma boa marca de cerveja sempre que encontra uma. Fica então com as suas palavras e inspira-te.

 

SurfTotal: Porquê a fotografia?

João Bracourt:O vídeo dá muito trabalho.

 

O que te motiva mais nesta actividade? Surpreender as pessoas!

 

Como é para ti uma ti uma foto perfeita? É uma foto que faça capa da The Surfers Journal, da TheStab ou do Correio da Manhã. E já agora que consiga vender impressões dela por bom dinheiro. 

 

Que tipo de fotografia achas mais desafiante fazer? Para ser sincero todos os tipos, pois não percebo nada de fotografia. Acho que ninguém percebe realmente. Para se tirar uma foto boa é preciso trabalhar muito, arriscar e ter sorte no momento inesperado que possa surgir.

 

Podes traçar o perfil de um bom fotógrafo? Uma pessoa muito criativa, com óptimo sentido de mercado, que consiga maravilhar-nos continuamente através dos tempos. Normalmente são pessoas que trabalham muito, embora disfarcem bem.

 

Quais são para ti os fotógrafos referência? No surf são o Chris Burkard e o Morgan Maasen, fora disso não sei, mas gosto do Roger Ballen.

 

Qual a tua foto que mais te marcou? Talvez aquele lineup que tirei ao Alex Botelho aqui nos Algarves, foi página dupla nas duas versões da  TheSurfersJournal (americana e brasileira) e saiu no F-Stop da Surfline. Para além disso acho que carrega todo o misticismo da antiga Lusitânia. Ah saiu na Surf Portugal também!

 

Tens viajado? Qual a viagem que ficou na tua memória? Foi a última que fiz às Mentawai em Abril deste ano no barco do Gonçalo Ruivo, enganei o pessoal e surfei bastante, apanhei ondas lindas em Lances Left e até fiz uns dropins em Maccas até ser expulso da água pelo Miguel Fortes...

 

Como preparas uma viagem? Não costumo preparar muito a nível logístico, mas procuro ir a sítios diferentes, excepto às Mentawais que já prometi a mim mesmo nunca mais lá voltar 2 ou 3 vezes e acabo sempre por lá voltar.

 

Afinal, qual dos três destinos de surf é que ocupa mais espaço no teu coração, Portimão, Figueira da Foz ou Indonésia? A minha onda preferida é a do pico do molhe na praia da rocha, uma esquerda que os americanos da Surfer magazine comparavam a de TheWedge, há umas décadas atrás. Surfar Buarcos clássico é como conduzir uma grande espada, um Jaguar ou um Saab e curvar em velocidade até ao infinito. Claro que as melhores ondas do mundo são na Indonésia e é a aventura, etc. Se calhar acabo por ser fruto destes 3 sítios, talvez tenha algum antepassado que navegou pelo Índico e subiu a costa portuguesa vindo do Mediterrâneo...

 

Qual foi para ti o surfista que mais te deu prazer fotografar? Fui eu (risos)  com uma gopro no tail da prancha num tubito simpático há uns meses atrás.

 

Como se “cultiva” uma relação entre surfista e fotógrafo? Actualmente é publicando fotos dos surfistas em revistas importantes, que é o que lhes dá visibilidade e é o que eles realmente pretendem. Mas penso que isso vai mudar, vai ser  fundamental ter conteúdos a todos os níveis no futuro.

 

Dedicas-te só à fotografia de surf, ou abraças outros desafios? Só surf, mas quero fotografar também caça submarina, tenho um amigo campeão do mundo, o JodyLot e a Caçasub sempre foi uma das minhas paixões, antes do surf até.  

 

Com o desenvolvimento da fotografia digital surge uma nova geração de fotógrafos, isso motiva-te a fazer a diferença? Nada, eu não fotografo para ser diferente ou melhor que geração alguma, muito menos a nova. Gosto que as minhas fotos digam algo, só isso, mas ficou feliz que haja sangue novo e mais talento a aparecer, sem dúvida.

 

Queres deixar um conselho para quem esteja a pensar iniciar-se na fotografia? Arranjem um mentor ou então façam como eu e vão ao Google. Depois abram os olhos, há uma série de coisas que estão por explorar fotograficamente. O Mickey Smith por exemplo lembrou-se a fazer um filme da vida dele como fotografo de surf e foi o sucesso que foi. 

 

Planos para o futuro? Estou a acabar um livro sobre o surf no sul de Portugal, podem seguir as minhas últimas fotografias desta costa mítica acedendo ao meu site:https://joaobracourt.wordpress.com/.

 

 

 

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