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sexta, 27 março 2020 17:45

CAMADA DE OZONO SOBRE A ANTÁRTIDA ESTÁ A RECUPERAR

Devido ao Protocolo de Montreal...

 

As noticias chegam através do Science Alert que cita um estudo que refere que a camada de ozono sobre a Antártida recuperou tanto que parou muitas mudanças preocupantes na atmosfera do Hemisfério Sul.

O estudo sugere que o Protocolo de Montreal, um tratado internacional em que os países signatários comprometem-se a substituir as substâncias que demonstrarem ser responsáveis pela destruição do ozono, a partir de 16 de Setembro de 1987, pode ser responsável por pausar ou até reverter algumas mudanças preocupantes nas correntes de ar no hemisfério sul.

Rodando em direção aos pólos do nosso planeta a uma altitude elevada, existem correntes de ar rápidas, conhecidas como correntes de jato. Antes do século XXI, a diminuição da quantidade de ozono estava a levar a corrente de jato do sul mais para sul do que o normal. Esse fenómeno acabou por alterar os padrões de precipitação e, potencialmente, as correntes oceânicas, mas mais de uma década após a assinatura do Protocolo de Montreal, esta migração parou subitamente.

 

Campanha comemorativa dos 30 anos do Protocolo de Montreal lançada no Brasil em 2017.

 

Estas são certamente boas noticias, mas embora as melhorias em reduzir a nossa dependência de substâncias que demonstrem ser responsáveis pela destruição do ozono certamente permitam que este se recupere, os níveis de dióxido de carbono continuam a subir colocando em risco todo este progresso.

No ano passado, o buraco na camada de ozono na Antártica atingiu o seu menor pico anual já registado desde 1982, mas o problema não está resolvido, e esse registo pode ter algo a ver com temperaturas estranhamente moderadas nessa camada da atmosfera.

"Nós chamamos isto de 'pausa', porque as tendências de circulação em direção contrária podem retomar, permanecer inalteradas ou revertidas", diz o químico atmosférico Antara Banerjee, da Universidade do Colorado Boulder.

Estes resultados mostram-nos que, se tomarmos medidas globais e imediatas, podemos ajudar a pausar ou até reverter alguns dos danos que iniciámos.

No entanto, mesmo agora, o aumento constante das emissões de gases de efeito estufa é um lembrete de que somente uma destas ações não é suficiente.

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