Brasileiros Medina e Luana chegam de licra amarela à etapa de Raglan que estreia esta noite no CT
A primeira chamada está marcada para hoje sexta-feira(quinta feira à noite em Portugal), 15 de maio, às 7h30 locais, com possível início às 8h00.
A que horas ver em Portugal?
A primeira chamada para o arranque do Corona Cero New Zealand Pro está marcada para sexta-feira, 15 de maio, às 20h30 em Portugal continental, com possível início da competição às 21h00.
A Nova Zelândia está atualmente 11 horas à frente de Portugal, o que significa que a ação principal deverá decorrer durante a noite de hoje em portugal e madrugada.
Previsão de ondulação para o arranque
As previsões apontam para condições surfáveis mas exigentes em Manu Bay:
- Ondulação WSW entre 1,1 e 1,3 metros
- Período entre 13 e 16 segundos
- Vento offshore / cross-offshore fraco, fator positivo para a qualidade das ondas
- Tendência para ondas mais consistentes no início do evento, com ligeira descida ao longo do fim de semana
Manu Bay deverá apresentar ondas longas e organizadas, mas com a já referida complexidade técnica que vários surfistas têm destacado.
Como resumiu o mexicano Alan Cleland Jr., wildcard e profundo conhecedor de pointbreaks de esquerda:
“É uma onda muito tricky. Parte em quatro secções diferentes e é preciso encontrar o double-up certo.”
Portuguesas em ação no quadro feminino
Portugal estará representado no quadro feminino por Yolanda Hopkins e Francisca Veselko.
Yolanda estreia-se frente a Erin Brooks, do Canadá, no Heat 2 da Ronda 1 feminina. Já Kika Veselko terá pela frente um confronto de peso diante da bicampeã mundial Tyler Wright, no Heat 3.

O Corona Cero New Zealand Pro presented by Bonsoy arranca em Manu Bay com Gabriel Medina e Luana Silva na liderança dos rankings, Billy Stairmand em casa e Yolanda Hopkins e Francisca Veselko no quadro feminino.
O palco está montado em Raglan para a estreia do Corona Cero New Zealand Pro presented by Bonsoy, quarta etapa do Championship Tour 2026 da World Surf League. Pela primeira vez, o circuito mundial disputa uma etapa em Manu Bay, uma das esquerdas mais emblemáticas da Nova Zelândia.
Depois de três eventos consecutivos na Austrália, o CT chega a Raglan com um dado histórico: pela primeira vez, surfistas brasileiros lideram simultaneamente os rankings masculino e feminino. Gabriel Medina e Luana Silva chegam à Nova Zelândia com as licras amarelas, depois de terem conquistado o GWM Aussie Treble.
A primeira chamada para o arranque da competição está marcada para sexta-feira, 15 de maio, às 7h30 locais, com possibilidade de início às 8h00.
Medina reencontra uma esquerda para mostrar o seu frontside
Depois de semanas a competir sobretudo de backside em Bells Beach, Margaret River e Snapper Rocks, Gabriel Medina chega a Manu Bay com uma oportunidade rara para voltar a mostrar todo o seu repertório de frontside.

O tricampeão mundial, que recuperou a liderança do ranking pela primeira vez desde o título mundial de 2021, é apontado como um dos grandes favoritos numa onda que pode favorecer os surfistas goofy.
“É bom sentir o apoio aqui, especialmente das crianças. Trata-se também de inspirar a próxima geração”, afirmou Medina. “É bom estar aqui, com os melhores surfistas na cidade. Estou feliz por fazer parte disto e espero que tenhamos ondas. É divertido surfar de frontside. É uma abordagem diferente à onda, dá para ser mais criativo e é uma boa oportunidade para os goofies.”
Luana Silva chega de amarelo pela primeira vez
Também de amarelo chega Luana Silva, que vive o melhor arranque de temporada da sua carreira. A brasileira foi finalista em Margaret River e na Gold Coast e tornou-se apenas a segunda mulher brasileira a liderar o ranking mundial, depois de Jacqueline Silva, em 2004.
“É um início de ano completamente diferente para mim”, reconheceu Luana. “Se me dissessem no ano passado, ou mesmo no início deste ano, que estaria nesta posição depois dos três primeiros eventos, acho que não acreditaria.”

A campeã mundial júnior de 2024 estreia-se agora na Nova Zelândia e elogiou a energia do local.
“Nunca tinha estado na Nova Zelândia, mas é bastante semelhante ao sítio de onde venho, no Havai. Tem essa mesma energia, esse mana. Estou a apaixonar-me por este lugar. A onda é diferente, não temos muitas esquerdas de alta performance no Tour.”
Ethan Ewing procura confirmar reação após vitória em Snapper
Vencedor do Bonsoy Gold Coast Pro em Snapper Rocks, Ethan Ewing chega a Raglan com pouco tempo para saborear o triunfo em casa, mas com motivação renovada.
O australiano, conhecido pela fluidez e potência de frontside, terá agora uma oportunidade rara para mostrar o seu backside numa esquerda de alta performance.

“É sempre difícil chegar a um sítio novo sem grande preparação e tentar perceber uma onda nova, mas é entusiasmante ter uma nova etapa no Tour”, afirmou Ewing. “É definitivamente uma onda tricky de perceber. Os natural footers não têm muitas oportunidades para mostrar o backside, por isso será um bom desafio.”
Billy Stairmand estreia-se no CT em casa
Um dos grandes focos locais será Billy Stairmand, histórico surfista neozelandês e wildcard em Raglan. Depois de anos a competir no QS e no Challenger Series, e de duas presenças nos Jogos Olímpicos, Stairmand terá finalmente a oportunidade de competir no CT em casa.

“Competi durante anos no QS e no Challenger, viajei pelo mundo a tentar chegar ao Championship Tour, e agora fazê-lo no meu quintal, diante da minha comunidade e do meu país, é muito especial”, afirmou.
A sua experiência local também poderá ser decisiva para Molly Picklum. A campeã mundial em título escolheu Stairmand como apoio técnico para esta etapa, procurando tirar partido do seu conhecimento profundo de Manu Bay.
“Para quem conhece o Billy, ele é uma lenda e tem uma energia incrível”, disse Picklum. “Ele inspirou-me bastante com o seu surf. De backside, tem uma abordagem muito técnica, e obviamente sabe surfar Raglan.”
Jovens locais perante oportunidade única
Os wildcards Alani Morse e Tom Butland, vencedores do Backdoor King and Queen of the Point, chegam à etapa com a oportunidade de competir contra os melhores do mundo.
Morse, de apenas 15 anos e aluna da Raglan Surfing Academy, descreveu o momento como um sonho.

“Estou completamente nas nuvens. Sentir este apoio da comunidade, competir no meu quintal, é uma bênção enorme.”
Já Tom Butland, eletricista de Taranaki, defronta o rookie sul-africano Luke Thompson no primeiro heat masculino.
“Normalmente estaria no trabalho a ver a WSL na pausa”, brincou. “É incrível pensar que vou competir contra os melhores do mundo.”
Primeiros heats
Ronda 1 masculina
Heat 1: Luke Thompson vs. Tom Butland
Heat 2: Morgan Cibilic vs. Billy Stairmand
Heat 3: Eli Hanneman vs. Oscar Berry
Heat 4: Seth Moniz vs. Ramzi Boukhiam
Ronda 1 feminina
Heat 1: Sally Fitzgibbons vs. Vahine Fierro
Heat 2: Erin Brooks vs. Yolanda Hopkins
Heat 3: Tyler Wright vs. Francisca Veselko
Heat 4: Carissa Moore vs. Bella Kenworthy
Heat 5: Alyssa Spencer vs. Brisa Hennessy
Heat 6: Nadia Erostarbe vs. Tya Zebrowski
Heat 7: Stephanie Gilmore vs. Anat Lelior
Heat 8: Bettylou Sakura Johnson vs. Alani Morse

- Créditos fotos: WSL / Ed Sloane / Rambo Estrada






