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As obras no Porto da Figueira deverão iniciar-se no último trimestre de 2019. As obras no Porto da Figueira deverão iniciar-se no último trimestre de 2019. Foto: Figueira.tv

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sexta, 21 setembro 2018 09:40

Obras do porto da Figueira da Foz começam em 2019

O custo da empreitada está estimado em 16 milhões de euros…

 

A adjudicação do projeto e do estudo de impacte ambiental do aprofundamento da barra e do canal de navegação do Porto Comercial da Figueira da Foz será feita em outubro. As obras, por sua vez, deverão iniciar-se no último trimestre de 2019, estendendo-se até julho de 2021. O custo da empreitada está estimado em 16 milhões de euros.

 

As obras visam melhorar a segurança e aumentar a capacidade do cais comercial. A atual profundidade do canal e da barra só permitem a acostagem de navios com 120 metros de comprimento e 6,5 de calado.

 

Após a empreitada, o porto passará a receber navios com 140 metros e oito de calado. O cais comercial será alargado até 15 metros, para o interior do rio. A bacia de manobras também será ampliada.

 

Entretanto, vai ser construído um edifício, na zona do cais comercial, cujo concurso público para a empreitada será lançado em outubro, tendo um prazo de execução de nove meses.

 

Em janeiro deste ano, Miguel Figueira, da SOS Cabedelo, explicou à Surftotal que “as dragagens visam sobretudo a navegabilidade da Barra e não tanto a reposição a nível sedimentar. Para a economia e para o Governo, os portos são muito importantes, mas são eles os responsáveis pelo bloqueio de areia em praticamente toda a costa. É lógico que não se vão deitar abaixo, mas a engenharia devia ajudar a resolver o problema ou como contornar a situação. Isto leva-nos ao “bypass”, a alternativa para a reposição de areias que é filosofia global”. 

 

O responsável da ONG esclareceu ainda que “Devido à importância dos portos, as dragagens são recorrentes nos rios. Isso é bom, é um trabalho bem feito, mas é insuficiente para o problema existente em algumas das nossas praias. O problema é que estas transferências de areias não são levadas a sério e existe sempre um défice sedimentar. Para compensar esta falta opta-se por colocar pedra uma vez que a estratégia inicial parece não funcionar. Ora, a longo prazo a colocação de pedras é insustentável, pois o impacto das estruturas fixas é mais agressivo para o ambiente. A areia, por sua vez, é mais resiliente, sendo mesmo a única e mais indicada via. No caso da Figueira da Foz, por exemplo, é bem feito cada vez que limpam a Barra e depositam as areias a sul, mas acaba por ser insuficiente. A percentagem é ínfima face à necessidade da transferência de mais areia”. 

 

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