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quarta, 28 maio 2014 13:05

ESCOLA EM DESTAQUE: LUFI SURF SCHOOL

Conhece melhor esta escola da Costa de Caparica.

 

É tempo de dar um saltinho a algumas das várias escolas de surf por todo o país, para que, se estiveres numa de te iniciares na modalidade, saibas onde podes dirigir-te. Começámos pela Lufi Surf School e falámos com o responsável Dário Rodrigues. Localizada na Costa de Caparica, nasceu em 2009, e conta com turmas de 5 ou 6 alunos por treinador. Cada turma está dividida por níveis de aprendizagem ou idades. Fica a conhecer melhor esta escola bem como os preços praticados. Quem sabe não pode ser uma opção para ti?


Quando e como nasceu a escola?
A escola nasceu em 2009, associada à loja de surf e fábrica do Lufi, pela procura, cada vez maior, de interessados que se dirigiam à nossa loja interessados em aprender ou surfistas que procuravam alguém para ensinar convenientemente os próprios filhos. Como o mercado, em termos de qualidade, era bastante escasso, confuso, ou inexistente, nasceu a Lufi Surf School. Desde o início procurámos desmarcar-nos, das demais, quer pela procura incessante de bem ensinar quer pela obsessão pela segurança. Ao contrário de muitos outros que ainda funcionam com números absurdos de alunos por cada professor, fomos dos primeiros a formar turmas com o rácio correcto, e recomendado pela própria FPS, de 5 ou 6 alunos por treinador. Dividimos, assim, as nossas classes, por níveis de aprendizagem ou idades, fazendo vários grupinhos por treinador, completamente autónomos uns dos outros.

 

Qual o balanço que fazem desde a abertura?
Como qualquer negócio, as escolas de surf também têm altos e baixos, e embora o mercado do surf esteja em expansão, a crise e o aumento quase descontrolado de escolas (legais e inúmeras ilegais) em todas as praias, acabou por afectar também as escolas de surf. O balanço que fazemos na Lufi Surf School, desde a sua abertura, é bastante positivo, mas com muito mais trabalho ainda a realizar, principalmente, de forma a contrariar a tendência sanzonal que ainda nos afecta bastante.


É difícil viver deste negócio ou cada vez mais se torna mais fácil pela procura do surf?
Por muito que o surf cresça, as escolas ainda são vistas como um produto sazonal e, naturalmente, a procura é sempre maior nos meses de mais calor. Obviamente que temos sempre alguns alunos fixos que fazem as aulas de Inverno, mas quando, como tem sido o caso, temos dois anos seguidos com um Inverno chuvoso e frio, com tempestades no mar umas atrás de outras, as coisas complicam-se bastante para viver só disto. Por outro lado, toda a parte burocrática com licenças, impostos, registos, seguros, cédulas, etc, o preço dos equipamentos e sua substituição ou manutenção, as instalações, etc… são uma fatia cada vez mais maior que, temos de ter em conta, e pesa bastante nas contas anuais de uma escola.



Como caracterizam o surf em Portugal? Está no bom caminho?
Está bastante bem encaminhado. Não está perfeito, nem nada que se pareça, mas está no bom caminho. Os mais jovens começam a compreender, finalmente, que se querem aspirar a terem bons resultados, nacionais ou internacionais, ou até mesmo uma carreira no nosso desporto de eleição, não basta ir para a água surfar, o acompanhamento por parte de um treinador é cada vez mais importante para um bom desempenho. Ainda há, obviamente, muito trabalho a ser feito, mas o facto dos mais novos poderem ver que, cada vez, há mais surfistas nacionais a competirem lá fora, ajuda a abrir-lhes os horizontes e a não ficarem agarrados à ilusão de campeão da SUA praia. Os estágios da FPS, a selecção nacional e toda a divulgação que se vê em torno do surf de competição, têm contribuído bem para abrir as portas a uma nova mentalidade que, esperemos, seja real e duradora para bem do surf nacional.


Quais as idades e género que mais procura as aulas?
De Inverno sempre nos procuraram mais adultos, talvez pelo medo que os pais ainda têm em trazer os filhos para a praia, seja por causa do frio, seja pelo medo, completamente errado, que se possam constipar ou apanhar qualquer outra doença relacionada com a estação. Começando a Primavera, a tendência já se inverte um bocado e os mais novos regressam em força. Temos cada vez mais pais a terem aulas em conjunto com os filhos e uma aumento enorme na adesão à turma que criámos para os mais novos; a Turminha Keiki, que abrange a faixa etárias dos 5 aos 8 anos.


Que atletas destacam que já tenham passado pela vossa escola?
A Lufi Surf School, nunca teve, até ao momento, uma equipa de competição formada por nós, daí não termos ainda nomes a destacar. Em 2013 iniciámos um trabalho diferente com uma nova classe, os Young Guns para atletas em aperfeiçoamento sub 18, de onde sairão, esperemos em breve, alguns mais aptos a poderem entrar nas provas regionais e nacionais.


Qual a idade ideal para se começar a praticar surf?
Pela nossa experiência, e pelos métodos que usamos na já referida turminha Keiki, cada vez se podem iniciar mais cedo, e já não é raro termos crianças de 4 anos a frequentar esta classe. Obviamente que, com idades tão precoces, as aulas são, obrigatoriamente, diferentes e muito controladas. A nível de exemplo; o rácio alunos/treinador nesta turminha é de 1 treinador por cada 3 crianças, e no nível 1, desta turma, nem vão todas para a água ao mesmo tempo.


Quando e onde dão as aulas? E quais os preços?
Excepto a Turminha Keiki, que fecha durante os meses de Inverno, damos aulas todo o ano. Temos uma aula inicial por 10€ para aqueles que querem vir experimentar se gostam. Para quem quer continuar, temos preços que variam conforme a modalidade ou pack adquirido. Os nossos packs vão desde de 3 aulas por 60€ a packs de 18 aulas por 225€. Dispomos também de mensalidades para aqueles que vêm mais frequentemente e pretendem levar o surf mais a “sério”.

 

Patrícia Tadeia

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